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Fux confirma exclusividade do BRB em depósitos judiciais da Bahia

Fux mantém exclusividade do BRB sobre depósitos judiciais do TJ da Bahia, derrubando decisão que autorizava uso do Banco do Brasil em empréstimo de R$ 2 bilhões

Ministro do STF Luiz Fux — Foto: Victor Piemonte/STF
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  • O ministro Luiz Fux derrubou liminar da Justiça da Bahia que retirava a exclusividade do BRB para gerir depósitos judiciais do TJ da Bahia, mantendo o banco como custodiante.
  • A decisão suspensa autorizava o TJ-BA a usar o Banco do Brasil para gerenciar um empréstimo de R$ 2 bilhões, com garantia da União, para pagamento de precatórios.
  • A Procuradoria-Geral do Distrito Federal acionou o STF questionando a decisão em defesa dos interesses do governo do DF, acionista majoritário do BRB.
  • Fux apontou que a mudança violaria acordo homologado pelo STF para a recuperação do BRB e afetaria compromissos assumidos pelo Distrito Federal.
  • Hoje, o BRB detém mais de R$ 11,9 bilhões em depósitos judiciais; o contrato de exclusividade venceu em 14 de maio e novos depósitos estão indo para a Caixa Econômica Federal.

O ministro Luiz Fux do STF suspendeu, nesta segunda-feira, uma decisão da Justiça da Bahia que tirava a exclusividade do BRB para gerir depósitos judiciais do TJ da Bahia. A liminar permitia ao TJ-BA usar o Banco do Brasil em um empréstimo de R$ 2 bilhões com garantia da União para pagamento de precatórios. A ação foi movida pela Procuradoria-Geral do DF, acionista majoritário do BRB.

Fux considerou que a mudança na custódia dos depósitos violaria o acordo homologado pelo STF para a recuperação do BRB. Em áudio ou texto, o ministro apontou que a alteração afeta o equilíbrio financeiro acordado entre as partes envolvidas, com impactos ao Distrito Federal.

O que está em jogo envolve mais de R$ 11,9 bilhões em depósitos judiciais sob custódia do BRB, segundo a defesa do DF. Os depósitos judiciais são valores mantidos em juízo para garantir convalidação de dívidas ou cumprimento de garantias, até decisão final.

O acordo que socorre o BRB foi homologado pelo STF para viabilizar a recuperação do banco, que tem atuação em diversos estados. Nos tribunais que fecharam acordo com o BRB, a justificativa foi obter rendimentos superiores. Em alguns casos, o BRB ofereceu rendimentos acima de suas concorrentes.

Resumo técnico: o contrato de exclusividade venceu em 14 de maio, e, desde então, novos depósitos passaram a ser direcionados à Caixa Econômica Federal. Segundo o TJ do DF, os depósitos sob guarda do BRB, além dos já existentes, permanecem vinculados ao banco até decisão em contrário.

O caso envolve ainda o TJ-BA, a Justiça da Bahia, o BRB, o DF e a União como garantidora, com desdobramentos sobre a logística de gestão de depósitos judiciais e os impactos financeiros para o acordo de recuperação do BRB.

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