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Hubla atinge breakeven e aposta em IA para criadores de conteúdo

IA gera automação para criadores, com agentes no WhatsApp e tutor de IA, visando elevar GMV a R$ 2,3 bilhões até 2026

Bernardo Reis, Arthur Alvarenga e Raphael Capelao, os cofundadores da Hubla — Foto: Divulgação/Claudio Gatti
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  • A Hubla atingiu o breakeven e registrou aumento de receita em dez vezes desde 2024, projetando GMV de R$ 2,3 bilhões até o fim de 2026.
  • A plataforma oferece ferramentas para criação e venda de cursos, e-books e eventos digitais, além de soluções de pagamentos, atendimento e IA para criadores.
  • A monetização ocorre por transação: taxa de 8,9% e R$ 2,49 por venda do processamento de pagamento; tíquete médio fica entre R$ 500 e R$ 1 mil; a empresa tem 98 colaboradores.
  • Os agentes de IA lançados incluem um agente de vendas para WhatsApp com conversão média de 17%, um agente para atendimento no checkout e um tutor de IA que aumenta a retenção em duas a três vezes; testes na Black Friday de 2025.
  • A estratégia é expandir o uso da IA, adicionar mais métodos de pagamento e manter o foco no Brasil com a expectativa de tornar-se global futuramente.

Hubla, startup brasileira voltada a gerenciar comunidades de criadores de conteúdo, atingiu o breakeven e aposta em agentes de IA para ampliar operações de criadores. A empresa registra crescimento de receita de dez vezes desde 2024 e projeta GMV de R$ 2,3 bilhões até o fim de 2026.

A plataforma evoluiu para englobar desenvolvimento, gestão e venda de produtos digitais, incluindo cursos online, e-books e eventos. Além disso, oferece soluções de pagamentos, atendimento ao cliente e, mais recentemente, IA voltada à automação de operações de criadores.

Arthur Alvarenga, CEO e cofundador, afirma que o momento é de sofisticar a operação quando o criador já tem produto validado e audiência, buscando transformar a base em uma empresa. A Hubla foi acelerada pela Y Combinator e recebeu investimentos de fundos como Kaszek, Big_Bets e FJLabs em uma rodada Série A de R$ 60 milhões.

Modelo de monetização e base de clientes

A monetização ocorre por transação, com taxa de 8,9% mais R$ 2,49 por venda para processamento. O tíquete médio fica entre R$ 500 e R$ 1 mil. Hoje, a empresa emprega 98 colaboradores e utiliza IA interna para aumentar a eficiência operacional.

O portfólio de clientes abrange criadores dos setores de educação profissional, marketing digital, empreendedorismo, fitness, cursos preparatórios e educação financeira. Entre os nomes citados estão João Menna, Leila Ama e Leandro Ferrari. A Hubla afirma que 15% das vendas vêm do segmento de educação profissional.

IA aplicada aos criadores

Com a IA generativa, a Hubla lançou agentes para automatizar parte das operações: um agente de vendas no WhatsApp que qualifica leads e fecha negócios com taxa de conversão média de 17%, treinado com dados e tom de voz do criador; um agente para o checkout que responde dúvidas de pagamento e produtos; e um tutor de IA que atua na área de membros, melhorando retenção em até 2-3x.

Após testes na Black Friday de 2025, os agentes foram disponibilizados há cerca de dois meses. A empresa pretende expandir o uso da IA para outras áreas do negócio dos criadores, visando transformar comunidades em negócios sem aumentar a complexidade operacional.

Perspectivas e expansão

A estratégia a curto prazo é evoluir o produto com mais opções de pagamento e ferramentas para criadores. A Hubla mantém foco no mercado brasileiro, com a visão de ampliar o alcance global conforme o portfólio amadurece, segundo o CEO. A empresa não comentou novas captações de recursos.

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