Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Hype do Polymarket ligado a apostas falsas de US$ 1,9 milhão, aponta jornal

Polymarket é alvo de relatório do Wall Street Journal que aponta apostas falsas de cerca de US$ 1,9 milhão, com criadores pagos para simular vitórias em cópias do site

Foto: Shutterstock
0:00
Carregando...
0:00
  • A investigação do Wall Street Journal aponta que o hype do Polymarket foi alimentado por apostas falsas, somando cerca de US$ 1,9 milhão em apostas que não eram reais em vídeos de criadores.
  • A análise avaliou 1.105 vídeos de 10 criadores desde dezembro, constando apostas em cerca de 70% deles.
  • Um clipe mostra um estudante universitário comemorando US$ 100 mil como vitória, mas a filmagem ocorreu dois meses antes e Trump nunca disse aquela frase no mês mostrado.
  • Os vídeos mostram versões “dummy” do site, incluindo domínio com grafia incorreta “poiymarket.com”; exemplos apontam que esses sites eram ambientes de teste usados por engenheiros da Polymarket.
  • O Polymarket pagava entre US$ 2.000 e US$ 3.000 por mês aos criadores, que recebiam instruções para não divulgar o acordo; em 118 vídeos, havia ganhos fabricados de quase US$ 900 mil, mas perdas de mais de US$ 166 mil.
  • A plataforma contratou a empresa de marketing Virality para gerenciar a rede de “clippers” e passou a operar no exterior em 2022 após acordo da CFTC; em novembro de 2025 recebeu aprovação para reentrar no mercado dos EUA via Polymarket US, mantendo o site principal com bloqueio geográfico para negócios nos EUA.

Um relatório do Wall Street Journal aponta que o hype em torno do Polymarket se deveu a apostas falsas avaliadas em cerca de US$ 1,9 milhão. De acordo com a investigação, dezenas de criadores foram pagos para se filmarem simulando apostas no site ou em cópias idênticas dele.

Os vídeos analisados somam 1.105 registros de 10 criadores desde dezembro. Em aproximadamente 70% das peças, havia apostas simuladas e nenhuma aposta mostrada era real. Em um caso, um estudante comemorou vitória de US$ 100 mil, mas a filmagem era de dois meses antes.

Um domínio com grafia incorreta, poiymarket.com, aparece em clipes descritos pelo jornal como versão fake do Polymarket. Fontes próximas ao assunto afirmaram que o site foi construído pela própria empresa para uso interno, em ambiente de testes.

Em 118 vídeos, os criadores exibiam ganhos fabricados de quase US$ 900 mil, porém as apostas retratadas teriam resultado em perdas superiores a US$ 166 mil. Os pagamentos variavam entre US$ 2 mil e US$ 3 mil mensais, com orientações para não revelar o acordo.

Contexto e mudanças técnicas

O Polymarket utiliza a Virality para gerenciar a rede de clippers, remunerados apenas quando a maior parte da audiência é de EUA. A plataforma saiu do país em 2022 após acordo com a CFTC, envolvendo um registro não obtido nos EUA. Em 2025, houve aprovação para reentrar via Polymarket US, porém o site principal continua geograficamente restrito.

O mercado disse ao WSJ estar comprometido com mercados precisos e justos e mencionou planos de auditoria de conteúdo promocional. A repercussão do material dificulta a credibilidade da empresa no eixo regulatório dos EUA.

Reguladores e cenário político

A CFTC afirma jurisdição exclusiva sobre esse tipo de operação. A agência tem adotado postura mais flexível perante a indústria, enquanto governos estaduais debatem ações contra plataformas de previsão não licenciadas. Processos envolvendo contratos de eventos e apostas esportivas não autorizadas vêm se sucedendo em estados como Kentucky, Nevada e Arizona.

Críticos apontam tensões entre regulamentação federal e decisões estaduais sobre o tema. A Senadora Elizabeth Warren criticou a capacidade regulatória da CFTC, citando cortes de equipes e quedas na atuação da fiscalização.

Dono de parte do Polymarket, Donald Trump Jr é investidor e atua como consultor para a empresa e para a Kalshi. Questões sobre negociações com informações privilegiadas foram alvo de questionamentos no Congresso.

Observação

O relatório do WSJ descreve conteúdos de demonstração usados como exemplo para explicar o funcionamento da plataforma. O material apresentado envolve vídeos de criadores, com narrativas de apostas que não ocorreram de fato. As partes não detalham dados adicionais de usuários reais ou valores confirmados fora das administrações mencionadas.

Fonte e crédito: reportagem do Wall Street Journal, traduzida com autorização para este portal. As informações citadas são acompanhadas de contexto regulatório e de impacto no ecossistema de plataformas de previsão.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais