- Inflação anual do Canadá em maio ficou em 3,2%, o maior nível em 29 meses.
- Preços da gasolina subiram 33,2% na comparação anual, elevando os custos de transporte.
- Inflação mensal aumentou 1,0% em maio, o maior avanço mensal em 15 meses.
- Excluindo gasolina, o índice de preços ao consumidor subiu 2,2% em maio, impulsionado por alimentos, lazer e bebidas alcoólicas.
- Moradia foi o principal suporte ao índice, subindo 1,7% em maio, enquanto a inflação subjacente permaneceu próxima da meta (CPI-median em 2,1% e CPI-trim em 2%).
A inflação anual no Canadá acelerou para 3,2% em maio, o maior nível em 29 meses, segundo dados de Statistics Canada. O aumento acompanha a alta dos preços do petróleo e o repasse para a gasolina, ampliando o custo de vida.
Analistas ouvidos pela Reuters previam 3% para maio, ante 2,8% em abril. Já na comparação mensal, a inflação subiu 1%, o maior avanço mensal em 15 meses, sinalizando pressão persistente sobre preços.
A gasolina registrou alta anual de 33,2% em maio, com gasto dos consumidores atingindo níveis superiores aos vistos há quatro anos, quando ocorreu a invasão da Ucrânia pela Rússia. O transporte respondeu por elevação relevante no índice.
A despeito da energia, o componente de moradia continuou puxando os preços, com alta de 1,7% mensal. O efeito se deve principalmente à moradia, apesar de uma queda de 0,2% nos custos com hipotecas no mês.
Inflação geral e trajetória
Excluindo gasolina, o índice de preços ao consumidor subiu 2,2% em maio, ante 2% em abril. Alimentos também subiram, com altas de 3,8% no mês, impulsionadas por frutas e vegetais.
A inflação mensal de 1% surpreendeu positivamente o mercado, superando a expectativa de 0,8%. O avanço ajuda a explicar a leitura de inflação mais ampla, ainda que preservando a incerteza sobre a trajetória futura.
Componentes e impactos
Entre os itens, alimentos subiram 3,8% e transporte avançou 9% ante maio do ano anterior, refletindo o peso de gasolina e núcleos de custos. O CPI-median ficou em 2,1% e o CPI-trim, em 2%, sinais de inflação subjacente estável dentro da meta.
A autoridade monetária manteve avaliação de que a inflação subjacente ainda mostra evidências limitadas de estar sendo alimentada por energia. O governo acompanha o cenário para decisões futuras, sem antecipar mudanças imediatas na política.
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