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Inovação é competitividade, não marketing

Inovação não é marketing, é reposicionamento econômico: empresas precisam estar onde a inovação ocorre e migrar entre setores para competir

Inovação não é marketing, é competitividade
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  • O texto defende que inovação é deslocamento econômico real, não atributo de marketing ou narrativa.
  • Um estudo recente do National Bureau of Economic Research (NBER) mostra que a inovação migra entre setores ao longo do tempo.
  • A economia se reorganiza, saindo da indústria e avançando para serviços e atividades de conhecimento, redefinindo produtividade e liderança de mercados.
  • Inovação não deve ser apenas camada de marketing; deveria ser o mecanismo de reinvenção do modelo, caso contrário surgem produtos ou estratégias que não mudam estruturas.
  • O relato do CEO da Plug and Play aponta que inovação é fluxo de capital e tecnologia que corta across indústrias, forçando empresas a escolher entre participar da nova arquitetura de mercado ou permanecer na antiga.

A inovação deixou de ser simples atributo para se tornar deslocamento econômico real. Um estudo do NBER mostra que a inovação não ocorre apenas dentro de setores, mas migra entre eles ao longo do tempo, redefinindo produtividade e liderança de mercado.

A economia não inova de forma homogênea. Historicamente, centros de valor saem da indústria e avançam para serviços e atividades de alto conhecimento. Esse movimento não é cosmético: muda quem lidera cada ciclo econômico.

Isso implica que inovação não é o que uma empresa diz sobre si mesma, mas onde ela está situada na reorganização estrutural do sistema produtivo. Trata-se de estar posicionado onde a inovação acontece e para onde ela migra.

Muitas empresas tratam inovação como camada de marketing, mantendo o modelo existente. Na prática, a inovação deveria ser o motor de reinvenção do modelo de negócio, não apenas narrativa.

Quem atua no eixo da transformação aponta outra dinâmica. Em experiência como CEO da Plug and Play, a inovação é fluxo de capital e tecnologia conectando problemas reais a soluções, além de atravessar indústrias.

Esse fluxo não respeita organogramas: redesenha cadeias de valor e obriga empresas a escolher entre participar da nova arquitetura de mercado ou permanecer presas à antiga.

Reduzir inovação a marketing é um erro estratégico. O marketing pode contar a história, mas não substitui a capacidade de reposicionar uma empresa diante da transformação econômica.

No fim, a inovação não é sobre o que se diz, e sim sobre onde a empresa está quando a economia muda de lugar.

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