- Light captou 1,24 bilhão de reais em aumento de capital, atingindo a primeira fase do target de 1,5 bilhão; objetivo é sair da recuperação judicial.
- Restam 260 milhões de reais a captar na fase de sobras para completar os 1,5 bilhão.
- Preço de subscrição foi 6,29 por ação, com bônus de subscrição que reduz o preço efetivo para 2,10 reais por ação (desconto de cerca de 20%).
- Cerca de 870 milhões vieram dos acionistas de referência: BTG Pactual (15%), Ronaldo Cezar Coelho (20%) e Beto Sicupira (10%); o restante veio do free‑float.
- A captação permite converter 2,2 bilhões de reais de dívidas em ações, reduzindo a dívida líquida de 9 bilhões para menos de 6 bilhões e a alavancagem para abaixo de 3x EBITDA (e, com o novo contrato, pode ficar abaixo de 2x EBITDA).
O Light informou que concluiu a primeira fase do aumento de capital e já captou 1,24 bilhão de reais dos 1,5 bilhão previstos, cumprindo a última condição para deixar a recuperação judicial. A operação atende aos termos do plano de recuperação aprovado pelos credores.
Segundo a companhia, o objetivo é captar os 1,5 bilhão de reais na totalidade, com a fase de sobras prevista para levantar 260 milhões de reais. O ajuste financeiro visa facilitar o plano de investimentos e a saída do regime de recuperação.
Do montante captado, cerca de 870 milhões de reais vieram de acionistas de referência. O BTG Pactual detém 15% do capital, Ronaldo Cezar Coelho tem 20% e Beto Sicupira possui 10%. O restante veio do free-float, sobretudo de fundos locais e investidores de varejo.
O preço de emissão ficou em 6,29 reais por ação, com bônus de subscrição que permitem a compra de novas ações a 0,01 real. O efeito prático é um valor efetivo de 2,10 reais por ação, cerca de 20% abaixo do preço de mercado na tela de negociação.
A operação também viabiliza a conversão de 2,2 bilhões de reais de dívidas em ações, sujeita ao sucesso do aumento de capital. A combinação de capital e dívida conversível reduz a dívida líquida da Light de 9 bilhões para menos de 6 bilhões de reais.
Com a desalavancagem, a relação dívida/EBITDA deve ficar abaixo de 3,0x, situando-se abaixo da média das distribuidoras listadas, que operam entre 3x e 3,5x. A expectativa é que o indicador caia ainda mais com a entrada em vigor do novo contrato de concessão.
O CEO Alexandre Nogueira afirmou que, com ajustes operacionais e o novo contrato, a Light projeta ficar abaixo de 2x EBITDA. A diretoria vê a capitalização como fundamental para viabilizar um plano de investimento de 10 bilhões de reais nos próximos anos.
Além dos aspectos financeiros, o dirigente ressalta que o regulatório permanece como desafio, com a regulação do investimento anual e do nível de perdas sob escrutínio. A expectativa é que esses temas ganhem clareza ainda neste ano ou no início do próximo, antes da próxima revisão tarifária em março de 2027.
A Light planeja manter o foco na transformação operacional e na disciplina de gestão para suportar o crescimento, mesmo diante de tensões regulatórias e de mercado. A companhia continua visando consolidar sua posição fora do regime de recuperação judicial.
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