- 92% dos executivos consideram a reputação um dos principais fatores na contratação de escritórios, impulsionando o interesse em marketing digital e branding.
- Até 2022, cerca de 90% dos escritórios investiam em marketing interno, e ainda há muitos que atuam sem assessoria especializada.
- Profissionais apontam que, mesmo com conteúdo produzido e mídia paga, falta método estruturado, o que gera desperdício e ações desconectadas.
- A inteligência artificial acelera processos, mas não garante diferencial; uso generalizado pode levar à padronização da comunicação, devendo apoiar a inteligência humana.
- A OAB abriu caminho para o marketing digital com o Provimento n. 205 (2021); o marketing de conteúdo é visto como estratégia eficiente para construir autoridade no setor.
Para advogados, o marketing jurídico precisa ir além da IA e das redes sociais. A ideia é alinhar as regras da OAB às tendências digitais para crescer com segurança, ganhando autoridade no mercado.
Uma pesquisa para o anuário Análise Advocacia 2026 aponta que 92% dos executivos consideram a reputação como fator-chave na contratação de escritórios. Diante disso, serviços de marketing digital e branding ganham espaço para posicionar as firmas.
Ainda segundo dados da Análise DNA, até 2022 cerca de 90% dos escritórios investiam em marketing interno. Hoje, a prática permanece comum, mas cresce a busca por profissionalização externa para estratégias mais robustas.
IA como apoio à inteligência humana
Especialistas sugerem que ferramentas de IA aceleram processos, mas não garantem diferenciação. A repetition de recursos comuns pode levar à padronização da comunicação e reduzir o valor da marca se não houver curadoria humana.
Para um marketing eficaz, é essencial evitar textos genéricos, otimizar SEO e adaptar a linguagem ao público-alvo. Conteúdos bem dirigidos ajudam a conectar temas técnicos a necessidades reais dos clientes.
O uso da IA não substitui a estratégia: velocidade não implica relevância. A tendência é valorizar conteúdos com identidade, experiência prática e visão própria, construídos com participação humana.
OAB, marketing de conteúdo e atuação responsável
Historicamente, o boca a boca moldou a reputação na advocacia. Com a internet, a OAB passou a permitir ações digitais, como marketing de conteúdo, uso de apps, chatbots e impulsionamento de posts. Essas ações são vistas como parte do fortalecimento de marca.
Mesmo com orientações da OAB, o marketing jurídico digital pode ser eficiente quando envolve educação e orientação. A distribuição de conteúdos informativos é considerada uma estratégia sustentável e permitida pela ordem.
Para profissionais da área, o marketing de conteúdo continua sendo uma das práticas mais eficientes para construir autoridade. A combinação entre conteúdo informativo, curadoria qualificada e atuação ética atende às exigências legais e reforça a confiança do público.
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