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Motorista de aplicativo gasta mais de R$5 mil por mês, aponta estudo do TST

Estudo do TST aponta gastos mensais de motoristas de aplicativo acima de R$ 5 mil e ganho de R$ 15,40 por hora, enquanto STF discute vínculo de emprego

Motorista por aplicativo circula por ruas da capital paulista; custo do trabalho fica acima de R$ 5.000 por mês, diz estudo
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  • Estudo do Conselho Superior da Justiça do Trabalho aponta gastos mensais de motoristas de aplicativos acima de R$ 5 mil, com despesas de combustível, manutenção, depreciação, seguro, impostos, internet, multas e alimentação.
  • Despesas chegam a R$ 5.566 por mês para quem usa carro próprio e a R$ 5.706 para quem usa carro alugado, considerando jornada de oito horas diárias, 22 dias por mês.
  • Rendimento médio de motoristas por hora é de R$ 15,40, ou seja, 8,3% menor que o de trabalhadores tradicionais, que recebem R$ 16,80 por hora.
  • O estudo também cita falta de transparência na remuneração, com plataformas descontando entre 20% e 30% dos ganhos, sem clareza sobre esses valores.
  • O Brasil tem cerca de 1,7 milhão de trabalhadores vinculados a plataformas como Uber, 99, iFood, Rappi, Keeta e 99Food, conforme dados analisados pelo TST.

Os gastos com trabalho por meio de plataformas de transporte e entrega ultrapassam R$ 5 mil mensais, aponta estudo do CJST, órgão do TST. O documento chega às vésperas de julgamento no STF sobre vínculo empregatício.

Quem usa carro próprio gasta cerca de R$ 5.566 por mês; quem opta por carro alugado, R$ 5.706. As despesas englobam combustível, manutenção, depreciação, seguro, impostos, internet móvel, multas e alimentação para uma jornada de oito horas diárias, 22 dias por mês.

O estudo avalia ainda ganhos médios. Motoristas de aplicativo recebem R$ 15,40 por hora, 8,3% abaixo da média de trabalhadores tradicionais. A análise considera, no entanto, que a atividade envolve maior tempo total dedicado.

Contexto institucional

O STF analisa o tema 1.291, sobre vínculo de emprego com plataformas. A pesquisa aponta que a relação é marcada pela transferência de custos para o trabalhador, com apontamentos de precarização do mercado.

Segundo o TST, há subordinação algorítmica, com 91,2% dos motoristas sem controle sobre remuneração e 76,7% sem escolha de clientes. O documento cita controles por gamificação e premiações.

O relatório também traz referências da OIT, que orientam medidas para formalizar trabalhadores da economia de plataformas. A instituição ressalta direitos fundamentais no trabalho para esse grupo.

Dados do mercado e impactos

O estudo compara ganhos médios de entregadores de delivery com a remuneração de motoristas. O rendimento médio mensal de entregadores foi de aproximadamente R$ 2.996 no 2º trimestre de 2024.

A análise destaca que o tempo efetivo de trabalho pode distorcer a leitura de renda mensal. O estudo afirma que não basta olhar apenas o rendimento mensal para entender a atratividade econômica.

A pesquisa cita o tamanho do contingente de trabalhadores via plataformas no Brasil, estimado em cerca de 1,7 milhão. O número inclui apps como Uber, 99, iFood, Rappi e outros.

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