- Rodrigo Baer, sócio da gestora de venture capital 14B, disse que a nova fase das startups brasileiras é pautada por founders experientes, produtos originais e ambição global.
- Em entrevista ao Café com Investidor, Baer afirma que o cenário de 2020–2021 tinha lembranças de “bobagem” no mercado de venture, e que hoje isso é muito menor.
- Baer aponta blocos de excessos ligados a grandes labs de inteligência artificial e descreve a atual fase como uma “hiperexcitação do mercado”, não uma bolha.
- O fim dos cheques fáceis elevou o rigor: empreendedores precisam voltar ao básico — produto, clientes e tração — com IA acelerando entregas e uso mais eficiente de capital.
- A tese da 14B aposta em startups com tecnologia capaz de competir globalmente, mirando Estados Unidos, Europa e outros mercados, com foco em early stage.
Rodrigo Baer, sócio da gestora de venture capital 14B, apresentou sua tese sobre a nova fase das startups brasileiras em entrevista ao Café com Investidor. A conversa destacou o papel de founders experientes, produtos originais e ambição global como pilares para o early stage.
Segundo Baer, o cenário de 2020 e 2021 era marcado por valuations altos e rodadas gigantescas, alimentados por liquidez excessiva. Hoje, o capital está mais escasso e investidores atuam com critérios mais rigorosos, o que reduz a bobagem do passado.
Além disso, o sócio da 14B aponta blocos de excessos ligados a grandes labs de inteligência artificial. Não classifica o momento como bolha, mas como uma hiperexcitação do mercado que pressiona gastos sem razoabilidade.
A retratação veio pela elevação do custo do dinheiro. Com a normalização, empreendedores retornaram ao básico: produto, cliente e tração. A IA acelera esse processo, permitindo protótipos rápidos e uso mais eficiente de capital.
Essa dinâmica elevou o nível das startups locais, que passam a mirar o mercado global. A 14B, criada após a cisão da Upload Ventures, foca em founders experientes com tecnologia capaz de competir nos EUA, na Europa e além.
A tese da gestora enfatiza ainda um ecossistema brasileiro que, nos últimos 15 anos, gerou talentos em empresas como iFood, Nubank, Stone, PagSeguro e outras. Esses empreendedores teriam aprendido a construir e escalar globalmente.
Agora, esses suspeitos de sucesso retornam ao mercado com foco em expansão mundial. Baer vê essa深圳 mudança como inevitável, com impacto direto sobre a estratégia de investimentos em early stage.
Em entrevista publicada no canal de vídeo do Café com Investidor, Baer detalha a visão da 14B sobre megadeals de tecnologia, incluindo observações sobre IPOs relevantes e o cenário de investimentos em startups com forte apelo global.
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