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Petróleo cai após EUA levantarem sanções ao Irã e negociações na Suíça avançam

Petróleo cai após EUA isentarem sanções ao Irã por sessenta dias; há avanço em roteiro para acordo permanente de paz em Bürgenstock, com monitoramento de Hormuz

A man exercises across the waters off Oman where oil tankers, carriers, vessels and Omani fisher boats sit anchored around Qaboos Port in Muscat, Oman.
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  • O petróleo cru caiu depois de os EUA suspenderem sanções ao Irã por 60 dias, a partir de segunda-feira.
  • Brent recuou 1,4% (mais de US$ 1) e ficou em US$ 76,83 por barril, em pregão na Londres, aproximando-se de US$ 72.
  • EUA e Irã concordaram com um roteiro para um acordo permanente em até 60 dias, mediado por Paquistão e Catar, em Bürgenstock, Suíça.
  • Também houve acordo sobre um mecanismo para encerrar o conflito entre Israel e o Hezbollah e sobre passagem segura de navios pelo estreito de Hormuz.
  • O Tesouro americano informou uma isenção até 21 de agosto para que Teerã venda petróleo e produtos relacionados.

Crude oil recuou após os EUA waiverem sanções sobre o Irã por 60 dias, em meio a avanços nas negociações de paz em um resort na Suíça. O acordo parcial ocorreu na sequência de conversas em Berghenstock, conduzidas por mediadores paquistaneses e do Catar, buscando um caminho para um acordo permanente entre EUA e Irã.

Analistas destacam que o enfraquecimento das sanções facilita a venda de petróleo iraniano e pode reduzir tensões na região. O Brent caiu 1,4% nesta manhã, para US$ 76,83 o barril, aproximando-se de patamares próximos aos vistos antes dos ataques de fevereiro.

Detalhes do acordo e desdobramentos

A US Treasury informou a prorrogação da waivers até 21 de agosto, tornando possível a comercialização de petróleo e produtos relacionados pelo Irã. O entendimento também prevê um mecanismo para o fim dos combates entre Israel e a Hezbollah, alinhada ao Irã, além da abertura de linha de comunicação para facilitar a passagem de navios comerciais pelo estreito de Hormuz.

Mercados financeiros globais reagiram com ceticismo, com ações asiáticas em baixa. Japão, Coreia do Sul e Hong Kong registraram quedas expressivas, enquanto futuros de ações na Europa e nos EUA apontam para aberturas negativas mais tarde, à luz de expectativas de uma postura mais agressiva da Reserva Federal frente à inflação.

Contexto geopolítico e agenda econômica

Os mediadores destacaram o avanço de um roteiro rumo a um acordo definitivo em até 60 dias, com base no pacto intermediário assinado na semana anterior. A agenda econômica também segue acompanhando índices de atividade global, com várias leituras PMI e dados de emprego nos EUA programados para hoje.

  • 8:15h-9h: PMI flash da França, Alemanha e Zona do Euro para junho
  • 9:30h: PMIs flash do Reino Unido para junho
  • 11h: Pesquisa de tendências industriais da CBI
  • 13:15h: Mudanças semanais no emprego nos EUA (ADP)
  • 14:45h: PMIs flash dos EUA para junho
  • 18:30h: painel com a economista Swati Dhingra, em Londres, discutindo os 10 anos do Brexit

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