- A produção de petróleo dos EUA deve crescer de forma modesta no próximo ano, passando de 14 milhões de barris por dia pela primeira vez, segundo a Administração de Informação de Energia (EIA).
- A previsão anterior apontava queda na produção, mas o crescimento acontece mesmo com a guerra com o Irã ainda sem resolução definitiva.
- Mesmo com o atual conflito, especialistas e executivos duvidam que os EUA consigam ganhar participação de mercado significativa dos países do Golfo Pérsico.
- Motivos incluem o foco das grandes companhias em lucros estáveis, receio de esgotar áreas lucrativas para perfurar e efeito de salários e equipamentos reduzidos após o preço baixo do petróleo no ano passado.
- Enquanto isso, as exportações de gás natural dos EUA crescem, e compradores ficam cautelosos com depender fortemente do Golfo Pérsico, especialmente após os impactos do Irã no transporte marítimo.
O processamento de petróleo americano deve crescer de forma modesta no próximo ano, segundo a Administração de Informação de Energia (EIA). A produção deve superar 14 milhões de barris por dia pela primeira vez, após previsão anterior de retração.
O conflito com o Irã impulsionou o abastecimento de lucros entre as grandes companhias dos EUA e estimulou a perfuração de mais poços, em parte devido à incerteza do mercado. Mesmo assim, o atual impulso não parece suficiente para que os EUA ampliem significativamente a participação de mercado em relação aos países do Golfo Persa.
A guerra, temporariamente pausada por um acordo preliminar, não deve sustentar um aumento expressivo na oferta norte-americana nem proporcionar maior espaço para competir com produtores do Golfo. Analistas e investidores destacam fatores estruturais que limitam o ganho de market share.
As grandes empresas do setor, dominantes no país, costumam buscar lucros estáveis, não ciclos de alta e queda acentuados. Além disso, há preocupações sobre a disponibilidade de áreas com viabilidade econômica para novos poços, agravadas pelos cortes de pessoal e de equipamentos após preços baixos do ano anterior.
Em relação ao gás natural, utilizado na geração de energia e aquecimento, as exportações americanas estão em crescimento. O Catar enfrenta reparos caros após danos de guerra, e compradores permanecem cautelosos quanto a depender de energia do Golfo Persa, especialmente diante de ações que afetaram o transporte marítimo.
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