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Redução da Selic pode ajudar a economia, mas risco inflacionário, diz economista

Economista aponta novo corte da Selic em agosto, mas alerta para inflação elevada e endividamento das famílias, em meio a atrito entre política monetária e fiscal

Fachada do Banco Central do Brasil
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  • Economistas do Boletim Focus projetam mais um corte na Selic ainda neste ano, com a taxa encerrando 2026 em 14% ao ano.
  • Na semana passada, o Copom reduziu a taxa para 14,25% ao ano.
  • O economista Rodrigo Simões afirma que a queda pode estimular crédito para famílias e empresas, mas há risco de inflação e endividamento aumentarem.
  • O IPCA passou de 5,30% para 5,33%, permanecendo acima do teto da meta.
  • Segundo ele, há conflito entre política monetária e estímulos fiscais, mas é possível mais um corte em agosto, desde que gastos públicos sejam controlados.

O mercado financeiro projeta mais um recuo na taxa básica de juros este ano. Economistas do Boletim Focus passaram a estimar a Selic em queda, com o objetivo de fechar 2026 em 14% ao ano. Na semana anterior, o Copom reduziu a taxa para 14,25% ao ano.

Para o economista Rodrigo Simões, o cenário envolve pressões contraditórias. O Banco Central busca estimular a atividade com cortes, enquanto a inflação permanece alta. O Boletim Focus elevou a previsão do IPCA de 5,30% para 5,33%, ainda acima do teto da meta governamental.

A análise ressalta que cortes de juros podem facilitar crédito a famílias e empresas, mas elevam riscos inflacionários se o controle de preços falhar. O pesquisador aponta conflito entre política monetária e estímulos fiscais adotados pelo governo.

Apesar das cautelas, Simões vê benefício em uma eventual queda adicional da Selic, desde que haja controle de gastos públicos. A expectativa é de mais um corte em agosto, desde que o governo mantenha disciplina fiscal para evitar impactos negativos.

O pesquisador admite que juros mais baixos podem pressionar a inflação se não houver ancoragem de expectativas e responsabilidade com o endividamento das famílias. Em sua avaliação, é essencial harmonizar política monetária com responsabilidade fiscal.

Contexto e perspectivas

— A atuação do Copom, a trajetória da inflação e o endividamento das famílias continuam a moldar as decisões de política econômica no curto prazo. O mercado monitora próximos sinais de política fiscal e de inflação para calibrar novas medidas.

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