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UE se diferencia ao estimular refino local de minerais críticos no Brasil

UE propõe refino local de terras raras no Brasil, com foco em empregos e cadeia de valor, em acordo potencial entre Viridis e Solvay

Moacir Rezende manuseia um recipiente com amostras de terras raras no centro de pesquisa e processamento de terras raras da empresa de mineração australiana Viridis Mining and Minerals 20 de junho de 2026 REUTERS/Tuane Fernandes
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  • A União Europeia vê o Brasil como parceiro estratégico e incentiva o processamento local de terras raras, visitando o centro da Viridis em Poços de Caldas, Minas Gerais.
  • O projeto piloto da Viridis, iniciado em maio, tem capacidade de processar 100 kg de minério por hora e pode produzir até 2,92 kg de carbonato misto de terras raras por ano; a empresa planeja investir US$ 360 milhões para uma planta comercial com 15 mil toneladas de MREC por ano a partir de 2028.
  • Uma carta de intenções não vinculante entre Viridis e a química belga Solvay prevê fornecimento de MREC e pode evoluir para parceria tecnológica; acordo pode ser fechado até o fim de julho, com apoio financeiro e de gestão de preços da UE.
  • O comissário europeu para Parcerias Internacionais, Jozef Síkela, afirmou que a proposta da UE busca criar empregos, educação e novas tecnologias, mantendo padrões ambientais, sociais e de governança; o Brasil é visto como o principal parceiro estratégico da UE na América Latina.
  • Além das terras raras, a UE estuda projetos no Brasil envolvendo outros minerais críticos, como níquel e lítio, para diversificar a cadeia de suprimentos e reduzir a dependência da China.

Em Poços de Caldas (MG), a União Europeia sinalizou a Brasil como parceiro estratégico na disputa global por terras raras, defendendo uma proposta que privilegia processamento local e criação de empregos. A visita ocorreu no sábado, durante avaliação de um centro de pesquisa da Viridis Mining and Minerals.

O comissário europeu para Parcerias Internacionais, Jozef Síkela, afirmou que a abordagem da UE foca em sustentabilidade do negócio e na cadeia de valor. A aproximação com o Brasil segue diretriz de produzir e exportar minerais com maior valor agregado.

O centro pesquisado integra um dos quatro projetos prioritários entre Brasil e UE para acelerar a cooperação. A Viridis já inaugurou em maio um piloto com capacidade de processar 100 kg/h de minério e produzir até 2,92 kg/ano de MREC.

Acordo à vista

A empresa planeja investir US$ 360 milhões para uma planta comercial capaz de produzir 15 mil toneladas de MREC por ano a partir de 2028. O projeto Colossus fica em Minas Gerais com vastas licenças de operação.

Síkela destacou que o papel da UE é ofertar apoio político e mitigação de riscos, sem substituir o capital privado. O objetivo é mobilizar investimentos e ampliar a capacidade de refino no Brasil.

Rafael Moreno, CEO da Viridis, disse que negociações com a UE avançam e que um acordo com a Solvay pode fechar até o fim de julho, incluindo apoio tecnológico e proteção de preços. A parceria pode reduzir riscos de mercado.

Diversificação no Ocidente

O comissário ressaltou que não se trata apenas de competir com a China. A estratégia europeia busca reduzir dependências em minerais críticos, incluindo níquel e lítio, com memorando de entendimento em negociação com o governo brasileiro.

Moreno afirmou que a Viridis segue alinhada às diretrizes europeias, visando um mercado diversificado para terras raras. A empresa busca compradores na Europa e nos EUA, sem foco na China, segundo a Reuters.

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