- Alex Szapiro deixa o SoftBank após mais de cinco anos à frente da operação LatAm, mantendo posição de sócio e advisor de algumas startups do portfólio.
- Com a mudança, Juan Franck assume a liderança regional, e Rodrigo Costa passa a responder pela operação no Brasil; a transição ocorrerá nos próximos meses.
- Szapiro ingressou no SoftBank em abril de dois mil e vinte e um, vindo da Amazon, que liderou a operação brasileira desde dois mil e doze.
- O SoftBank opera na América Latina desde dois mil e dezenove, com portfolio de mais de setenta startups; investimento recente no Brasil foi na fintech Asaas, que captou oitocentos e vinte milhões de reais em milênio de dois mil e vinte e quatro.
- A gestora avalia quatro ou cinco empresas no momento para novos aportes acima de US$ cinquenta milhões; a saída de Szapiro ocorreu durante o Brazil Week, em Nova York.
Alex Szapiro deixa o SoftBank após mais de cinco anos à frente da operação LatAm. A mudança ocorre após a empresa desembarcar na América Latina em 2019, com mais de 70 startups no portfólio. Szapiro sinalizou que permanece como sócio e advisor de algumas empresas do portfólio.
A saída foi discutida durante o Brazil Week, evento em Nova York realizado em maio. Com a transição, Juan Franck assume a liderança da operação regional, enquanto Rodrigo Costa passa a chefiar o SoftBank no Brasil. Szapiro ficará nos próximos meses para assegurar a transição junto às empresas da região.
Szapiro ingressou no SoftBank em abril de 2021, vindo da Amazon, onde liderou a operação brasileira desde 2012. Anteriormente, comandou a operação da Apple no Brasil. Sua gestão coincidiu com ajustes macro no mercado de venture capital, com menor disponibilidade de capital e foco renovado em IA.
Nos últimos dois anos, o SoftBank realizou 12 transações na região, incluindo follow-ons, operações secundárias e aquisições. O aporte mais recente no Brasil foi na fintech Asaas, com captação de R$ 820 milhões liderada pela Bond em 2024. O portfólio brasileiro inclui Wellhub, QuintoAndar, MadeiraMadeira, Kavak e Rappi.
Szapiro afirmou, em entrevista à Bloomberg News, que o grupo avalia um pequeno conjunto de potenciais investimentos na América Latina e não enfrenta restrições para alocar capital. Segundo ele, há quatro ou cinco empresas em avaliação no momento, desde que correspondam ao perfil desejado.
O SoftBank mantém um portfólio com mais de 70 startups e passou por um processo de renovação de liderança na região nos últimos anos. Em 2022, Marcelo Claure deixou o grupo após disputa salarial e, em seguida, criou a Bicycle Capital com Shu Nyatta.
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