- O Banco Central sinalizou, na ata do Copom, que pode haver corte de juros ao testar cenários alternativos para a trajetória da Selic.
- A leitura de Marianna Costa é que, ao considerar premissas como a Selic mais tempo em nível elevado, a inflação pode ficar dentro da meta no horizonte, mantendo portas abertas para novos cortes.
- A ata detalha o cenário de referência com base nas projeções do Focus, indicando que mudanças de premissas podem deixar a inflação próximo da meta.
- O BC informou ter testado outros modelos com insumos diferentes para avaliar trajetórias da taxa Selic.
- A projeção aponta inflação de 3,7% no horizonte relevante, que corresponde ao fim do último trimestre de 2027.
O Banco Central sinalizou na ata do Copom que pode haver espaço para novo corte de juros, ao testar cenários alternativos para a trajetória da Selic e seus impactos sobre a inflação. A leitura é construída pela economista Marianna Costa, da Mirae Asset Brasil, durante participação no Mercado Aberto, do Canal UOL.
Segundo Costa, a mensagem central é que, ao considerar premissas diversas — como uma Selic mais elevada por mais tempo — os exercícios projetam inflação dentro da meta no horizonte, mantendo a possibilidade de cortes adicionais. A ata descreve essa abertura como uma leitura sensível do documento.
A economista explica que o BC detalhou o cenário de referência com base no relatório Focus, e indicou que mudanças nas premissas, como a duração da taxa em patamar elevado, podem aproximar a inflação da meta no período relevante. O BC ainda compara diferentes modelos para a trajetória da Selic.
Costa aponta que, no cenário de referência, entram projeções como a Selic esperada nos próximos anos, além de variáveis como câmbio, curva de juros e preço do petróleo Brent. Esses componentes formam a base para a projeção de inflação no horizonte analisado.
Ela cita que, dentro do desenho apresentado, a inflação é estimada em 3,7% até o fim de 2027, mantendo o foco em que o BC testou modelos com insumos distintos. A leitura enfatiza a disponibilidade de cenários alternativos para orientar futuras decisões de política monetária.
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