- O Copom reduziu a Selic para 14,25% ao ano, conforme ata divulgada nesta terça-feira (23).
- O BC afirma que políticas fiscal e monetária devem atuar de forma harmoniosa para reduzir efeitos da inflação.
- A ata ressalta que a elevação da taxa neutra de juros pode prejudicar a eficácia da política monetária e uso da desinflação.
- Mesmo com inflação deteriorada entre abril e maio, o BC mantém o foco em “melhores práticas de política monetária” ao decidir o corte.
- O documento cita choques de petróleo e El Niño como fatores de incerteza, defendendo não reagir totalmente a variações de preços provocadas por choques de oferta.
O Banco Central divulgou nesta terça-feira (23) a ata da última reunião do Copom, que decidiu manter a política de juros na Selic em 14,25% ao ano. A decisão ocorreu no atual contexto de inflação em deterioração. O objetivo é manter a credibilidade da política monetária.
Segundo a ata, o BC enfatizou a necessidade de a política fiscal atuar em harmonia com a monetária. A instituição aponta que a trajetória da dívida pública e o prêmio a termo da curva de juros podem ser impactados por estímulos de curto prazo e por fatores estruturais.
A taxa neutra é citada como referência para a definição de valores de empréstimos no sistema financeiro. O BC afirma que elevações nessa taxa reduzem a eficácia da política monetária e dificultam o processo de desinflação.
Cenários de incertezas
A ata destaca que, apesar da inflação ter se deteriorado entre abril e maio, a decisão considerou as melhores práticas de política monetária. Entre os fatores relevantes estão choques de petróleo e efeitos do El Niño na economia.
O comitê ressalta que não seria adequado reagir de forma integral a variações de preços provocadas por choques de oferta. O documento enfatiza reduzir impactos de choques relevantes sem comprometer a trajetória de metas.
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