- O Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior renovou a cota de importação com alíquota zero para veículos elétricos semi montados e desmontados, com efeito a partir de julho.
- O volume de importações isentas de impostos deve superar US$ 460 milhões.
- A medida busca alinhar a política comercial a estratégias de renovação de frota, inovação e redução de emissões no setor automotivo.
- Veículos elétricos totalmente montados ficam fora da cota e continuam sujeitos às regras de tributação; quotas anteriores tinham prazo de fim em fevereiro de 2025.
- Montadoras nacionais, incluindo a Ação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), criticam a medida, afirmando que prejudica trabalhadores e empresas brasileiras, e citam descolamento com planos de investimento.
A Câmara de Comércio Exterior renovou nesta terça-feira (23/6) a cota de importação com alíquota zero para veículos elétricos semi montados e desmontados. A medida vale a partir de julho, mantendo um volume de importações isentas estimado em mais de US$ 460 milhões.
Segundo o Gecex, a iniciativa alinha a política comercial com objetivos de renovação da frota, estímulo à inovação e redução das emissões no setor automotivo. Veículos elétricos totalmente montados continuam fora da cota e seguem as regras de tributação vigentes.
A renovação ocorre em meio a debates sobre o futuro do setor. Montadoras nacionais criticaram a decisão, citando impactos sobre trabalhadores, fabricantes locais e a cadeia de autopeças.
Reação do setor
A Anfavea afirmou que a decisão preocupa o setor produtivo e foi adotada sem consulta aos players da indústria. O sindicato destaca que planos de investimento já haviam sido ajustados com base na política anterior.
A associação também aponta manifestações de trabalhadores e entidades empresariais contrárias à ampliação da importação de veículos. A BYD foi citada como potencial interessada, mas não há confirmação de impactos diretos no curto prazo.
Impactos previstos
Especialistas avaliam que a medida pode manter a competitividade de importados de fora, enquanto o setor nacional busca manter competitividade e inovação. O governo não detalhou cronogramas adicionais nem ajustes futuros na política de cotas.
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