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BRB sob investigação: polícia mira suspeita de descontos irregulares a aposentados

Operação Parasitas investiga BRB por descontos não autorizados em aposentados do Distrito Federal; mais de 3,5 mil contas atingidas e perdas acima de R$ 5 milhões

Mais de 3,5 mil beneficiários podem ter sido lesados, com o desvio de mais de R$ 5 milhões. (Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)
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  • A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou a Operação Parasitas para investigar descontos associativos não autorizados em benefícios de aposentados e pensionistas do GDF via BRB; mais de 3,5 mil contas podem ter sido afetadas, com prejuízo estimado em mais de R$ 5 milhões.
  • Foram cumpridos quatro mandados de prisão temporária, três de prisão preventiva e dez de busca e apreensão no Distrito Federal e em Belo Horizonte e Igaratinga, em Minas Gerais; os alvos não foram divulgados.
  • A apuração aponta que associações teriam utilizado contratos para autorizar débitos automáticos sem comprovação adequada da concordância dos beneficiários, desde 2024, com relatos de aposentados que não teriam autorizado os descontos.
  • O esquema é similar ao apurado pela Polícia Federal no INSS, que identificou descontos automáticos por entidades associativas; o desvio total envolveu mais de R$ 6 bilhões e atingiu cerca de seis milhões de pessoas.
  • A investigação aponta possível participação de servidores do BRB na operação e busca esclarecer como os débitos eram processados; a ação anterior, em 19, envolveu 50 mandados de busca e apreensão relacionadas a descontos irregulares na folha de pagamento de servidores do DF.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou nesta terça-feira, 23, a operação Parasitas para investigar um suposto esquema de descontos associativos não autorizados em benefícios de aposentados e pensionistas do GDF, por meio do BRB. A apuração aponta que mais de 3,5 mil contas foram impactadas, com prejuízo estimado superior a R$ 5 milhões.

Os mandados incluem quatro de prisão temporária, três de prisão preventiva e dez de busca e apreensão. Os golpes estão concentrados no Distrito Federal e, também, nas cidades mineiras de Belo Horizonte e Igaratinga. Os nomes dos alvos não foram tornados públicos até o momento.

Segundo apuração inicial, entidades associativas teriam firmado contratos para autorizar débitos automáticos sem comprovação de concordância dos beneficiários, pelo menos desde 2024. Em diversos relatos, aposentados disseram não ter autorizado tais descontos.

Contexto e desdobramentos

A investigação aponta que servidores do BRB podem ter participado da operacionalização dos descontos e da manutenção do fluxo de arrecadação. A Polícia Civil busca esclarecer como os débitos eram processados e quais agentes contribuíram para a sustentação do esquema.

A operação ocorre em meio a pressão institucional sobre o BRB, que já havia sido alvo de outra ação na semana anterior, com 50 mandados de busca e apreensão, relativa a descontos irregulares na folha de pagamento de servidores do DF. Não houve prisões anunciadas nessa ação anterior.

Entre os investigados na operação anterior estavam ex-gestores e dirigentes vinculados a órgãos públicos e a empresas ligadas a serviços financeiros. A segurança do processo investigativo segue sob apuração, com a continuidade de buscas e oitivas.

Enquanto isso, o BRB trabalha para esclarecer o impacto financeiro e operacional das irregularidades. A instituição aguarda o progresso das apurações para avaliar medidas administrativas e legais cabíveis.

A divulgação de resultados oficiais da operação anterior, que envolve o que se traduz como desfalques na credibilidade de pagamentos, ainda depende de implementações de auditoria e de novos levantamentos. O balanço financeiro do BRB referente ao ano passado está previsto para divulgação no dia 30, após adiamentos.

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