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BYD vence disputa por cota zero para carros elétricos

BYD ganha mais seis meses de cota zero para importação de elétricos; Anfavea critica a extensão e aponta riscos à competitividade nacional

VP Sênior da BYD, Alexandre Baldy
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  • BYD consegue ampliar por mais seis meses a cota zero para importação de veículos elétricos no Brasil, conforme publicação no Diário Oficial da União em 23 de abril.
  • A extensão mantém a janela de importação sem tarifa, que já existia até o fim de 2022, visando aumentar a oferta de elétricos no país.
  • O VP Sênior da BYD, Alexandre Baldy, afirma que a continuidade da cota é essencial para consolidar a presença da empresa e ampliar a produção local.
  • A Anfavea criticou a medida, dizendo que representa quebra de confiança no compromisso do governo com a competitividade do setor e não resolve problemas estruturais.
  • A BYD, que já opera fábrica em Campinas, pretende ampliar sua produção e lançar novos modelos de veículos elétricos nos próximos meses.

A BYD venceu a validação da extensão da cota zero para importação de veículos elétricos no Brasil. A decisão, publicada no Diário Oficial da União em 23 de abril, mantém por mais seis meses a janela sem tarifa para importação desses modelos, inicialmente prevista até 2022. A medida busca ampliar a oferta e reduzir custos para o consumidor.

Segundo a empresa, a prorrogação é essencial para consolidar a presença no mercado brasileiro e ampliar a produção local. O executivo Alexandre Baldy, VP Sênior da BYD, destacou que a continuidade da cota zero representa uma vitória para a companhia e para o setor de veículos elétricos no país.

Reação do setor

O segmento automotivo recebeu a extensão de forma majoritária positiva, vendo oportunidade de ampliar a competitividade dos EVs. Por outro lado, a Anfavea avaliou que a medida não resolve problemas estruturais do setor e pode não sustentar a competitividade das montadoras nacionais a longo prazo.

A Anfavea enfatizou que a medida não deve ser encarada como solução definitiva para o desenvolvimento do mercado, apontando questões que vão além da política de importação. A entidade defende melhorias Gradativas no ambiente para estimular a produção e a competitividade.

A extensão faz parte de um conjunto de ações do governo federal para estimular tecnologias limpas e reduzir emissões. A expectativa é ampliar a oferta de veículos elétricos no Brasil e, com isso, contribuir para a queda de preços ao consumidor.

A BYD já opera uma fábrica em Campinas (SP) e planeja ampliar a produção local, além de ampliar a participação no mercado brasileiro. A empresa também revelou planos de lançar novos modelos de veículos elétricos nos meses seguintes.

O anúncio foi recebido como uma sinalização de continuidade de longo prazo para o setor de EVs, apontando para maior presença de modelos elétricos no lineup nacional e para avanços na infraestrutura de produção no território.

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