- O ritmo de resgates em planos Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) de previdência recuou no início de 2026, após a vigência do IOF em aportes mais expressivos.
- O IOF de cinco por cento deixou de ser cobrado para aportes no VGBL a partir de trezentos mil reais anuais, independentemente da seguradora, e passou a valer para valores acima de seiscentos mil reais, considerando o total de cada participante no mercado.
- O recuo ocorreu após forte encolhimento da captação no segundo semestre de dois mil e vinte e cinco.
- A mudança pode estar associada à percepção de que, para retornar, há pedágio, o que aumentou a propensão a poupar.
- O efeito ficou evidente no começo de dois mil e vinte e seis.
Após a vigência do novo IOF para aportes acima de R$ 300 mil anuais nos planos VGBL de previdência, o ritmo de resgates nos primeiros meses de 2026 recuou. O movimento acompanha uma queda expressiva na captação no segundo semestre de 2025.
A mudança, que altera a cobrança para valores acima de R$ 600 mil no total de cada participante, vale para o conjunto de seguradoras do mercado. O objetivo do ajuste é reduzir a atratividade de saques em contingentes de maior alto valor.
O recuo dos resgates ocorre em meio a uma conjuntura de ajuste fiscal e de maior rigidez regulatória na previdência complementar aberta. Investidores e gestores de previdência passam a monitorar impactos de curto prazo na liquidez de carteira.
Mudança no IOF
Desde janeiro, o IOF de 5% não incide mais sobre aportes que não excedam R$ 300 mil por ano, mas passa a valer para operações superiores a R$ 600 mil, levando em conta o total por participante no mercado. O efeito imediato registrado foi a desaceleração no ritmo de resgates.
Especula-se que parte dos participantes tenha reavaliado a janela de liquidez para aportes relevantes, diante da possibilidade de custos adicionais no retorno. Analistas ressaltam que o comportamento de poupança pode ter sido influenciado por esse novo cenário.
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