- O Banco Central divulgou a ata do Copom e o banco reduziu a taxa Selic de 14,5% ao ano para 14,25% ao ano.
- O comitê afirmou que o cenário de inflação se deteriorou e houve forte aumento da incerteza, levando a considerar trajetórias diferentes para a política monetária.
- Decisões futuras sobre a Selic serão tomadas conforme a evolução do cenário, com serenidade e cautela.
- A principal conclusão é que, em ambiente de expectativas desancoradas, pode ser necessária uma restrição monetária maior e por mais tempo.
- O objetivo continua manter a inflação convergente à meta, ajustando o ciclo de calibração conforme evolução do cenário.
O Banco Central divulgou nesta terça-feira a ata da última reunião do Copom. O comitê anunciou corte de 0,25 ponto percentual na Selic, que passou de 14,5% para 14,25% ao ano. A medida ocorreu em meio a um cenário de forte incerteza, com o ritmo da inflação considerado deteriorado desde a decisão anterior.
Segundo o Copom, futuras decisões dependerão da evolução do cenário macroeconômico, sempre com serenidade e cautela. A ata afirma que a magnitude do ciclo de calibração será ajustada conforme a trajetória da inflação, para favorecer a convergência à meta.
A principal conclusão compartilhada pelos membros é a necessidade de uma restrição monetária maior e por mais tempo em um ambiente de expectativas desancoradas. O grupo enfatiza que há riscos assimétricos nos preços que dificultam projeções.
O que é a Selic
A Selic é o principal instrumento de controle do IPCA, a inflação oficial. Taxas altas encarecem crédito, freiam consumo e freem produção, ajudando a conter a inflação.
Impactos na prática
Elevações da Selic elevam juros de financiamentos, empréstimos e cartão. Quando reduzida, o crédito tende a ficar mais barato, estimulando a demanda e a atividade econômica, mas bancos ajustam margens conforme inadimplência e custo de captação.
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