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Digimais, alvo da PF, tem origem gaúcha no antigo Banco Renner de Porto Alegre

PF deflagra operação Miragem contra Banco Digimais, origem gaúcha, sob suspeita de esquema que pode chegar a até R$ 670 milhões

Foto: Reprodução / Porto Alegre 24 horas
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  • O Banco Digimais, alvo da Polícia Federal, tem origem no Rio Grande do Sul, criado em 1981 em Porto Alegre como Banco A.J. Renner, pela família Renner.
  • Em 2020 o Banco Renner passou a se chamar Banco Digimais, com Edir Macedo assumindo o controle autorizado pelo Banco Central.
  • A Lojas Renner não mantém mais vínculo societário com o banco; em 2024 a varejista adquiriu direitos de uso de marcas ligadas ao antigo banco por cerca de R$ 35 milhões, por meio da Realize.
  • Nos últimos meses houve tratativas de venda ao BTG Pactual, dependentes de aprovações regulatórias, do Fundo Garantidor de Créditos e do Banco Central.
  • A Polícia Federal deflagrou a Operação Miragem, que investiga suposto esquema fraudulento na gestão do banco, com mandados de busca e apreensão e bloqueio de bens que pode chegar a R$ 670 milhões.

O Banco Digimais, alvo de uma operação da Polícia Federal nesta terça-feira (23), tem origem no Rio Grande do Sul. A instituição nasceu em 1981, em Porto Alegre, como Banco A.J. Renner, criado pela família Renner, que também fundou as Lojas Renner.

O nome faz referência a Antônio Jacob Renner, patriarca da família. Hoje, porém, o banco e a varejista não possuem vínculo societário. Em 2020, o Banco Renner passou a se chamar Banco Digimais, quando Edir Macedo passou a controlar a instituição, com autorização do Banco Central.

Ao longo dos anos, o Digimais passou por mudanças de estrutura. Em 2017, a Lojas Renner não precisou indenizar o banco pelo uso da marca, mas ficou impedida de utilizá-la em produtos financeiros. Em 2024, a varejista passou a deter direitos de uso das marcas ligadas ao antigo Banco Renner, por meio da Realize, em negociação de cerca de R$ 35 milhões.

Nos últimos meses, o banco esteve em tratativas de venda ao BTG Pactual, dependendo de aprovações regulatórias, do FGC e de aval do BC. A PF deflagrou a Operação Miragem, que investiga um suposto esquema fraudulento na gestão do banco, com mandados de busca, apreensão e bloqueio de bens que pode chegar a R$ 670 milhões, segundo decisão da Justiça Federal em São Paulo.

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