- O dólar abriu em alta, cotado a R$ 5,18, com atenção voltada para a ata do Copom que detalha a justificativa para o corte da Selic.
- O Copom reduziu a Selic de 14,50% para 14,25% no último encontro, mantendo o terceiro corte seguido apesar da percepção de piora da inflação.
- A ata explica que a decisão buscou evitar volatilidade excessiva e manter trajetórias de juros alinhadas às expectativas, para não atrapalhar a convergência da inflação à meta.
- No mercado de juros, vê-se menos espaço para novos cortes no curto prazo, com possibilidade de pausa na próxima reunião, dependendo da evolução dos preços e das projeções.
- No exterior, o barril Brent operava around US$ 77,56; o Irã reiterou que vai manter o controle do Estreito de Hormuz, apesar de negociações sobre um acordo para encerrar a guerra.
O dólar abriu em alta nesta terça-feira, cotado a R$ 5,18, com as atenções no Copom, cuja ata detalhou as razões para o corte da Selic, mesmo com sinais de piora da inflação. O mercado busca entender o ritmo da política monetária.
O dólar abriu em 5,176 reais, alta de 0,66% frente ao fechamento anterior. A B3 operava estável, enquanto investidores acomodavam o aumento temporário no câmbio após a decisão de juros.
O Copom reduziu a Selic de 14,50% para 14,25% ao ano no último encontro, citando controle da inflação apesar do cenário desfavorável. A ata mostrou avaliação de cenários para evitar volatilidade excessiva nos preços, com foco na convergência da inflação.
Mercados e Copom: impactos do documento
Especialistas destacam que a ata reforçou a cautela do Banco Central, sinalizando que o espaço para mais cortes pode depender da evolução da inflação e das expectativas. A leitura sugere que a calibração do ciclo de queda será ajustada conforme o cenário.
Analistas da XP apontam que o documento indica possibilidade de pausa na próxima reunião, em agosto, embora não fechem completamente a porta para novos cortes. A linguagem consolidada evita movimentos abruptos nos ativos.
Exterior e agenda corporativa
No exterior, o Brent seguia estável perto de US$ 77,56 o barril, em viés de queda ante tensões anteriores. No Irã, o governo reiterou a intenção de manter o controle do Estreito de Hormuz, região estratégica para o fornecimento global de petróleo.
O Ibovespa subiu 1,21%, recuperando o patamar dos 170 mil pontos, após quatro sessões, ainda longe das máximas do ano. No front corporativo, setores de energia, varejo e tecnologia aparecem com novos movimentos.
Raízen pode ter novo controlador até março, com a IG4 buscando aquisição de controle da empresa. A operação pode acelerar a recuperação financeira da companhia, face a um processo de recuperação extrajudicial.
Petrobras assina Memorando de Entendimentos com Pemex para cooperação técnica em projetos de exploração, produção e processos industriais. O evento ocorre no Rio de Janeiro, com a presença de executivos das duas companhias.
Brisanet venceu leilão de cobertura móvel para 56 localidades, pagando 11,2 milhões de reais. A operação atende 112 comunidades em cinco estados, com implementação até 31 de dezembro de 2026, podendo prorrogação de 30 dias.
Axia definiu captação de até 1 bilhão de reais, aprovando debêntures simples com prazo de 10 anos. A emissão prevê remuneração atrelada ao IPCA ou NTN-B 2035, conforme o menor valor.
Multilaser anunciou recompra de 12,3 milhões de ações, equivalente a 3,22% do total em circulação, com validade de 18 meses.
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