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Emprego industrial nos EUA cai no ritmo mais forte desde a pandemia

Executivos relatam cortes de vagas, aumento de custos e incerteza sobre o futuro da manufatura, mesmo com anúncios de investimentos do governo

Linha de produção de automóveis no estado de Illinois, nos Estados Unidos
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  • Em junho, o emprego na indústria dos EUA caiu para 47 pontos no índice da S&P Global, abaixo de 50 indica retração e a menor leitura desde os piores meses da pandemia, com 51,6 em maio.
  • A leitura mostra que a recuperação do setor manufatureiro enfrenta dificuldades, mesmo com anúncios de investimentos promovidos pelo governo.
  • Investimentos privados em construção de fábricas perderam força: abril registrou US$ 15,2 bilhões, uma queda de cerca de 16% em relação ao início do governo.
  • Parte do crescimento recente foi impulsionada por encomendas antecipadas ante temores de interrupções nas cadeias de suprimento devido à guerra entre Estados Unidos e Irã, porém sem gerar mais empregos.
  • A escassez de mão de obra persiste, com cerca de um quinto dos executivos relatando dificuldades para encontrar profissionais qualificados para operar fábricas.

O emprego na indústria nos EUA recuou em junho, marcando a maior contração desde os piores momentos da pandemia. O índice de emprego industrial caiu para 47 pontos, ante 51,6 em maio, conforme a S&P Global. Resultados abaixo de 50 indicam retração.

A leitura aponta que a atividade manufatureira sofre apesar de anúncios de investimentos promovidos pela Casa Branca desde o início do segundo mandato de Trump. O republicano defende reindustrialização com tarifas, incentivos à produção doméstica e setores estratégicos.

O que mudou na indústria

Dados da S&P Global mostram que parte do crescimento recente veio de encomendas antecipadas, em razão de preocupações com interrupções na cadeia de suprimentos e com a alta de preços provocada por tensões comerciais com o Irã. Mesmo assim, contratações não acompanharam o ritmo de produção.

Executivos citam aumento de custos de matérias-primas e volatilidade nas tarifas de importação como principais entraves ao planejamento de longo prazo. A visão é de economia avançando próximo de 1% ao ano no segundo trimestre, bem abaixo de períodos de maior expansão.

Destaques por segmento

Áreas ligadas a data centers e IA continuam atraentes para investimentos, alimentando atividades relevantes no curto prazo. O setor de defesa segue aquecido, respaldado por gastos militares e tensões geopolíticas. Tarifas aplicadas a siderurgia também contribuíram para melhora relativa em alguns meses.

Desafios da força de trabalho

Cerca de 20% dos executivos relatam dificuldades para encontrar trabalhadores qualificados para atuar em fábricas. A escassez de mão de obra reflete migração de parte da força para serviços e tecnologia, além de necessidade de formação para operar equipamentos avançados.

Implicações políticas e setoriais

A deterioração do emprego industrial alimenta críticas à estratégia comercial da administração. Parlamentares questionam o impacto das tarifas sobre déficit externo e criação de empregos, em meio a um cenário de decisões tarifárias voláteis que afetam o planejamento empresarial.

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