- Fitch rebaixou o rating nacional do Digimais e apontou a possibilidade real de quebra da instituição, destacando margem de segurança muito baixa.
- A avaliação da Fitch ocorreu um dia antes da operação da Polícia Federal no Digimais, na manhã de terça-feira (23).
- A Justiça Federal determinou o bloqueio de R$ 670 milhões do banco do bispo Edir Macedo.
- Em 20 de maio, o Digimais publicou nota negando irregularidades contábeis e investigações, alegando que não há provas e que fatos foram deturpados.
- A instituição afirmou operar dentro da legalidade, com transparência, auditorias regulares e conformidade com normas do sistema financeiro.
A Fitch apontou a possibilidade real de quebra do Digimais, banco do bispo Edir Macedo, um dia antes da deflagração da operação da PF. A agência rebaixou o rating nacional da instituição e destacou vulnerabilidade da instituição diante do cenário econômico.
A Justiça Federal determinou o bloqueio de 670 milhões de reais do banco na manhã desta terça-feira. A medida ocorre no contexto de investigações em curso relacionadas à instituição.
A Fitch ressaltou que a margem de segurança do Digimais está muito baixa, o que torna a instituição altamente vulnerável a deterioração do ambiente de negócios. A nota pública cita risco de calote ou de falência.
No dia 20 de maio, o Digimais emitiu uma nota contestando irregularidades contábeis e investigações veiculadas pela imprensa. A instituição afirmou que não há provas e que fatos teriam sido deturpados.
A nota segue afirmando o compromisso com a legalidade e com a transparência de todas as operações, balanços e movimentações financeiras, que seriam auditados regularmente pelos órgãos reguladores.
Contexto da operação e próximos passos
A operação da PF, realizada na manhã de hoje, envolve a instituição financeira do bispo e é acompanhada por decisões da Justiça Federal. As autoridades não divulgaram detalhes adicionais sobre as suspeitas.
A decisão de bloqueio de ativos visa sustentação de investigações em curso, sem que haja confirmação de responsabilização imediata. O histórico de auditorias e a conformidade regulatória foram citados pela instituição.
As informações disponíveis indicam que o Digimais continua em funcionamento, mas com controles reforçados e monitoramento de autoridades. O caso permanece sob análise de órgãos reguladores e do Ministério Público.
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