- O governo renovou benefícios para importação de veículos eletrificados pré-montados, favorecendo a BYD e gerando protestos da Anfavea.
- O Gecex manteve o cronograma de aumento das tarifas, mas abriu cotas adicionais de importação com alíquota zero por seis meses a partir de julho do ano que vem, para CKD e SKD.
- A tarifa para veículos eletrificados montados e semidesmontados (SKD) passa a 35% a partir de julho; a de veículos desmontados (CKD) aumenta de 14% para 35% a partir de janeiro de 2027.
- As cotas adicionais com tarifa zero somam US$ 463 milhões, válidas para CKD e SKD, mantendo o patamar anterior.
- A Anfavea disse estar preocupada, afirmando que as cotas de kits terminaram em fevereiro de 2026 e que a mudança afeta empresas e trabalhadores em nove estados; BYD ainda não se pronunciou.
O governo federal renovou nesta terça-feira, 23, benefícios para a importação de veículos eletrificados pré-montados. A medida, aprovada pelo Gecex, visa manter incentivos e sustentar a renovação da frota, com foco em inovação e descarbonização. Empresas como a BYD devem ser beneficiadas, enquanto a Anfavea expressou protestos sobre a decisão.
O Gecex manteve o cronograma de elevação das tarifas para veículos elétricos e híbridos, mas reintroduziu cotas adicionais com tarifa zero por seis meses a partir de julho de 2027. As alterações envolvem aumento de 35% para veículos SKD a partir de julho e alta de 35% para CKD a partir de janeiro de 2027. As cotas de importação com tarifa zero somam US$ 463 milhões.
A Anfavea afirmou que a medida traz preocupação ao setor. Segundo a entidade, as cotas de importação de kits já haviam encerrado em fevereiro de 2026 após acordo anterior. A associação ressalta que a decisão afeta empresas e milhares de trabalhadores distribuídos por nove estados.
Medidas e impactos
O Gecex sustenta que a renovação está alinhada a políticas de descarbonização e inovação no ecossistema automotivo brasileiro. A instituição destaca ganhos para a cadeia produtiva e para a competitividade do setor, com veículos mais sustentáveis no mercado.
Sobre a BYD, a indústria aponta que a medida facilita investimentos e planejamento de expansão. A BYD ainda não se pronunciou publicamente sobre a renovação, e o espaço permanece aberto para uma manifestação da empresa.
A Anfavea solicitou continuidade de um ambiente estável para investidores e afirmou que mudanças frequentes prejudicam a confiança de empresas. A entidade reforçou a importância de regras pactuadas para manter empregos e investimentos em nove estados.
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