- O governo federal renovou a cota de importação sem impostos de veículos elétricos desmontados e semimontados, com validade de seis meses a partir de 1º de julho.
- Os carros importados sem impostos não poderão ter reajustes de preço no Brasil.
- Montadoras instaladas no país dizem que a medida pode trazer prejuízos.
- A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) afirmou que a decisão é contrária aos interesses de trabalhadores, das montadoras nacionais e das empresas brasileiras, e que benefícios temporários colocam em xeque planos de investimento.
- A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo também disse que a medida prejudica a indústria que investe no país; o único valor estimado da importação sem imposto é cerca de US$ 460 milhões (aprox. R$ 2,4 bilhões).
O governo federal renovou a cota de importação sem impostos para veículos elétricos desmontados e semimontados. A medida entra em vigor em 1º de julho e terá validade por seis meses. O objetivo é manter a entrada de carros elétricos sem tarifa, mantendo o custo estável para o consumidor.
Com a renovação, os carros elétricos importados sem tributação não poderão ter reajustes de preço. Executivos das montadoras instaladas no Brasil afirmam que a decisão pode gerar prejuízos e desequilibrar planejamento financeiro. As empresas já operam com custos e investimentos previstos com base nas regras anteriores.
A renovação segue um esquema já utilizado anteriormente, que terminou em fevereiro deste ano. O volume de importação livre de impostos ficou em cerca de US$ 460 milhões, equivalentes a quase R$ 2,4 bilhões. A medida é alvo de críticas de entidades industriais brasileiras.
Reações da indústria
A Anfavea, associação que representa o setor, lamentou a decisão e ressaltou impactos sobre trabalhadores, montadoras nacionais e empresas brasileiras. A entidade disse que estende benefícios temporários coloca em xeque a confiança de quem ajustou planos de investimento.
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) também destacou efeitos negativos para a indústria que investe no país. As entidades pedem avaliação de impactos e esclarecimentos sobre a continuidade de incentivos.
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