- Gecex renovou por seis meses a isenção de imposto para importação de veículos elétricos desmontados (CKD) e semidesmontados (SKD), no valor de US$ 463 milhões.
- A medida provocou reação das montadoras nacionais: a Anfavea afirmou que a decisão é contrária aos interesses de trabalhadores, fabricantes nacionais e autopeças, e foi tomada sem consulta ao setor.
- Pelas regras, a isenção vale dentro da cota para CKD e SKD; acima do volume, aplica-se 35% para SKD e 14% para CKD; carros montados no Brasil (CKD já montados no país) não terão cota.
- O governo afirmou que a medida está alinhada com a renovação da frota, inovação e descarbonização, com projetos de BYD e Geely para produção no Brasil.
- Houve ruído no mercado e ações de montadoras como Volkswagen, Stellantis, GM e Toyota, que já haviam pressionado contra a isenção; a BYD comentou sobre a reação do setor.
O governo renovou nesta terça-feira (23) a isenção de imposto de importação para veículos elétricos desmontados (CKD) e semidesmontados (SKD) por 6 meses, no Brasil. O volume total permitido é de US$ 463 milhões. A medida visa manter preços estáveis e estimular a eletrificação. A decisão envolve o Gecex e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
Segundo o governo, a isenção vale apenas para CKD e SKD até o teto estabelecido; acima dele, continuam as alíquotas de 35% para SKD e 14% para CKD. Anúncio aponta que veículos montados no Brasil não terão cotas, ao contrário do previsto para os componentes. A política acompanha ações de descarbonização e inovação.
Reação das montadoras
A ANFAVEA informou que a medida é contrária aos interesses de trabalhadores, de fabricantes nacionais e de autopeças, citando falta de consulta ao setor. A associação destacou incerteza em planos de investimento e impacto sobre a indústria de autopeças.
A BYD, por sua vez, discordou da narrativa de risco à indústria nacional, defendendo que a abertura de mercado favorece competitividade e tecnologia. A empresa ressaltou que a reação de montadoras tradicionais reflete disputas de mercado.
Impactos e próximos passos
A decisão ocorre após acordo anterior que encerrou cotas de CKD e SKD em fevereiro de 2026. O governo afirma que a medida apoia a renovação de frota e a descarbonização do setor, com foco em veículos mais sustentáveis. As regras de longo prazo preveem cobrança maior a partir de 2027.
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