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IG4 busca garantir compra do controle da Raízen até março de 2027

IG4 mira controle da Raízen até março de 2027, condicionado à aprovação dos credores na reestruturação de R$ 65 bilhões, após co-controlar Braskem

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  • A IG4 busca garantir o controle da Raízen até o fim de março de 2027, condicionado à aprovação dos credores que converteram dívida em ações.
  • A Raízen fechou um acordo de reestruturação de dívida de R$ 65 bilhões com credores locais e internacionais, a maior recuperação extrajudicial da história do país.
  • A oferta não vinculante pode incluir pagamento em dinheiro ou a opção de credores que aceitarem manter participação na Raízen receber quotas em um fundo da IG4.
  • A IG4 afirma que a estratégia não é de aquisição hostil e deseja obter compromissos de venda de créditos ou participações equivalentes a 50% mais um das ações da Raízen para negociar com os demais acionistas.
  • Rubens Ometto, presidente do conselho da Raízen, disse que a proposta é apenas um rumor, destacando que o mercado financeiro está cheio de ideias criativas.

A IG4, gestora de private equity, mira ampliar o portfólio com a aquisição do controle da Raízen. A empresa busca fechar a operação até março de 2027, conforme condicionantes de aprovação dos credores da Raízen sobre a proposta de compra. A iniciativa surge após a IG4 tornar-se co-controladora da Braskem, ao lado da Petrobras.

A Raízen realizou recentemente uma reestruturação de dívida de cerca de R$ 65 bilhões com credores locais e internacionais, em linha com a maior recuperação extrajudicial já registrada no Brasil. A conclusão depende de aceitação dos credores que converteram dívida em ações da Raízen pela IG4.

A proposta não vinculante apresentada pela IG4 contempla opções como pagamento em dinheiro ou a possibilidade de credores manter participação recebendo quotas em um fundo da gestora. O valor exato a ser pago não foi divulgado pelos executivos.

Moelis, como banco de investimento, e Journey Capital, consultoria financeira, estariam envolvidas no processo de recuperação extrajudicial da Raízen, conforme apuração anteriormente publicada pela Reuters. Ambas as empresas não comentaram.

Segundo Paulo Mattos, co-fundador e presidente do conselho da IG4, a estratégia visa participação majoritária para que a reestruturação seja eficaz. Ele negou envolvimento do BTG no negócio, apesar de investimentos do banco em fundos da IG4.

Rubens Ometto, presidente do conselho da Raízen, classificou a oferta como rumor em declaração recente, ressaltando que o mercado está repleto de ideias criativas. A avaliação da Raízen sobre a proposta está condicionada à sua própria leitura de viabilidade.

A IG4 sinaliza que não pretende aquisições hostis e busca apoio de credores e acionistas. Caso obtenha compromissos de venda de créditos ou de participações equivalentes a 50% mais um das ações, a empresa pretende dialogar com os principais acionistas remanescentes.

Contexto e próximos passos

A IG4, que hoje emprega cerca de 40 profissionais, enfatiza foco em investimentos mais complexos e globais, com menor número de operações. A agenda envolve firmar acordos que viabilizem a convergência de interesses entre credores, controle acionário e gestão da Raízen.

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