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Indústria pressiona pré-candidatos por avanços para o setor no Brasil

CNI leva propostas aos pré-candidatos defendendo Plano Safra para indústria e estabilidade regulatória para acelerar produtividade e reduzir déficit

O presidente da CNI, Ricardo Alban, discursa no encontro com os pré-candidatos à Presidência: setor defende reforço na política industrial - (crédito: Iano Andrade/CNI)
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  • O setor industrial participou de um evento em Brasília, em 22 de junho, com três pré-candidatos à presidência, apresentando propostas da Confederação Nacional da Indústria (CNI para os próximos anos.
  • A CNI pediu suporte institucional à indústria, comparando com o Plano Safra do agronegócio e destacou a necessidade de políticas industriais mais estáveis do que as atuais.
  • Dados mostram estagnação da indústria: participação na economia caiu de 35,9% do PIB em 1985 para 13,7% hoje; exportações de manufaturados foram 28% em 2025, while importações atingiram 85% do que o país consome, gerando déficit de US$ 149 bilhões.
  • A instituição aponta que, embora haja criação de empregos, o crescimento recente foi driven por postos de baixa remuneração e ressalta que o real ganho da indústria depende de ambiente fiscal estável, juros altos e governança regulatória forte.
  • Os oito compromissos da CNI, apresentados aos presidenciáveis, incluem três pilares (defesa da macroeconomia estável, políticas de desenvolvimento produtivo e redução do Custo Brasil) e áreas como transição energética, marco regulatório de hidrelétricas reversíveis e Política Nacional de Economia Circular.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) entregou aos presidenciáveis propostas defendidas pelo setor, nesta segunda-feira (22/6), em Brasília. O objetivo é orientar a agenda da indústria para os próximos anos. O documento foi apresentado durante o evento Construindo o Brasil 2050: A Indústria na agenda dos presidenciais. Participaram Flávio Bolsonaro, Romeu Zema e Ronaldo Caiado.

A entidade reconhece avanços com o programa Nova Indústria Brasil, lançado em 2024 pelo governo, mas sustenta que ele não basta para alavancar a produtividade. A CNI defende respaldo institucional semelhante ao de outros setores, citando o Plano Safra como modelo para o desenvolvimento industrial.

Mesmo com criação de empregos, a CNI aponta concentração em postos de menor remuneração e alerta para desindustrialização desde os anos 80. A participação da indústria de transformação no PIB caiu de 35,9% em 1985 para 13,7% hoje, segundo a confederação.

A organização aponta o desestímulo à economia como entrave ao crescimento frente a pares emergentes. Entre 2000 e 2024, o PIB brasileiro cresceu 2,3% ao ano, ante índices superiores de Índia, Turquia, Indonésia, Malásia e Coreia do Sul.

A CNI ressalta que R$ 1 investido na indústria de transformação rende R$ 2,69 à economia, mais que agropecuária (R$ 1,71) e serviços (R$ 1,52). Ainda assim, importações representam grande parte dos manufaturados; em 2025, exportações somaram 28% e importações 85%, elevando o déficit transacional para US$ 149 bilhões.

O presidente da CNI afirma que o maior desafio é crescer de forma rápida e sustentável, com política fiscal alinhada à macroeconomia. Ele cita a taxa Selic atual de 14,25% ao ano como entrave ao crescimento e defende regras estáveis e agências reguladoras fortes e independentes.

Pontos principais

O documento lista três pilares para a indústria: macroeconomia estável, políticas viáveis para o desenvolvimento produtivo e redução do Custo Brasil. O conjunto inclui oito compromissos a serem adotados pelo próximo presidente, considerados estratégicos para a mudança de trajetória econômica.

A agenda também aborda a transição energética. A CNI defende marco regulatório para hidrelétricas reversíveis e a Política Nacional de Economia Circular, visando transformar a matriz energética em vantagem competitiva.

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