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Investidores de infraestrutura devem ampliar aportes na Colômbia após eleição

Investidores de infraestrutura devem ampliar aportes na Colômbia, aponta pesquisa: setenta por cento planejam expansão, mesmo com definição eleitoral ainda incerta

O candidato de direita à Presidência da Colômbia, Abelardo de la Espirella, durante evento de campanha em Bogotá - 07/05/2026 (Foto: REUTERS/Nathalia Angarita)
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  • Mais de setenta por cento dos investidores e executivos de infraestrutura e energia na Colômbia planejam expandir seus negócios no país; nenhum pretende reduzir operações, segundo o Termômetro do GRI, que ouviu 45 líderes em abril, em Medellín, com referência ao mercado de Antioquia.
  • Cerca de um terço dos participantes preferiu esperar o desfecho das eleições antes de tomar novas decisões de investimento, mantendo capital disponível, porém com alocação dosada.
  • As principais preocupações são o risco político-eleitoral e a continuidade das políticas públicas, seguidas por segurança jurídica, regulação, licenciamento ambiental e capacidade de investimento público.
  • Entre os setores com maior potencial de atração de capital estão ferrovias, rodovias e logística, mobilidade urbana, aeroportos e geração de energia, diante da dependência de hidrelétricas e de déficits de oferta futuros.
  • A vitória de Abelardo De la Espriella, com orientação favorável ao mercado, pode atuar como catalisador se for percebida como ambiente favorável aos negócios; a conversão de intenções em investimentos depende de avanços em licenciamento, financiamento e coordenação entre governos.

Investidores de infraestrutura na Colômbia mantêm apetite por expansão, mesmo diante do ano eleitoral. Segundo o Termômetro do GRI Institute, mais de 70% dos entrevistados sinalizaram planos de ampliar negócios no país, sem indicar intenção de reduzir operações.

O estudo ouviu 45 líderes com poder decisório em investimentos, desenvolvimento, financiamento e atuação pública. As respostas foram coletadas em abril, durante encontro do setor em Medellín, e consideram o mercado de Antioquia como referência.

Cerca de um terço dos participantes está em compasso de espera, monitorando o cenário antes de novas decisões. O grupo permanece com capital disponível, investindo de forma cautelosa até clarear o rumo político.

A Colômbia realizou as eleições para presidente e Congresso. Abelardo De la Espriella, candidato de direita, foi declarado vencedor pela contagem preliminar, com apoio de segmentos do mercado. A pesquisa, porém, ocorreu antes do resultado.

Para os investidores, as principais preocupações são o risco político-eleitoral e a continuidade de políticas públicas. Segurança jurídica, eficiência regulatória e licenciamento ambiental aparecem entre temas prioritários, seguidos pela capacidade de investimento público.

Setores com maior potencial de atrair capital incluem ferrovias, rodovias, logística, mobilidade urbana, aeroportos e geração de energia. A depender da oferta, a demanda por energia tende a ganhar importância diante da dependência de hidrelétricas.

O GRI Institute afirma que a guinada à direita pode atuar como catalisador, caso seja percebida como favorável ao ambiente de negócios. A transformação de intenções em investimentos depende de avanços em licenciamento, financiamento e coordenação entre governos.

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