- A Linus usa chinelos de PVC microexpandido, com 70% de fontes renováveis e 100% reciclável, visando sustentabilidade sem abrir mão da firmeza.
- Em 2025, a empresa teve crescimento de faturamento de 30%, com projeção de até 50% para 2026.
- A marca já soma mais de 523 pontos de venda no Brasil e lojas físicas, além de estar presente no TikTok Shop e em programas de afiliados.
- A linha custa a partir de R$ 198 e a companhia atua com modelo direto ao consumidor, mantendo margens ao cortar intermediários.
- A CEOPlaneja lançar uma nova matéria-prima patenteada até 2028 e, no momento, não prevê venda de fatias da empresa nem fusões para sustentar o crescimento.
A Linus, marca de chinelos, cresceu desde 2018 com foco em conforto e sustentabilidade. A fundadora Isabela Chusid começou com R$ 53 mil, auxiliada pelo irmão, Alan, e desenhou sandálias com PVC microexpandido que não usam metais pesados nem origem animal.
A proposta recebeu apoio de mercado e hoje a Linus soma mais de 30 cores, opções para crianças e adultos, e presença em 523 pontos de venda no Brasil, incluindo parcerias com a Riachuelo. O modelo é direto ao consumidor em parte da operação.
A executiva afirma que o faturamento cresceu 30% em 2025 e projeta alta de até 50% para 2026, sem planos de vender cotas da empresa. O objetivo é manter o ritmo de crescimento com foco em inovação e sustentabilidade.
Desempenho e sustentabilidade
A marca destaca que o diferencial está na sustentabilidade aliada ao design. A transparência com o cliente é parte do DNA, o que favorece o boca a boca e a fidelização, mesmo diante de concorrência de baixo custo de origem asiática.
A Linus também investe em canais digitais; o TikTok Shop e programas de afiliados ajudam a alcançar a geração Z, que busca moda acessível e com valores sustentáveis, segundo a empresa.
Inovação de matéria-prima
O PVC utilizado hoje possui entre 20% e 30% de material reciclado, um equilíbrio entre propriedades físicas e segurança. A marca aponta que maior reciclabilidade compromete a resistência das sandálias.
Já há patenteada outra matéria-prima, com potencial de reduzir emissões de CO2 durante a produção. A previsão é de que a nova linha seja efetiva em 2028.
Expansão e varejo físico
A Linus enxerga nos pontos de venda físicos uma forma de aquisição de clientes com comprovação de qualidade, ainda que com margem menor. A transição entre online e varejo é tratada como etapa de equalização de canais.
A expansão depende de preços de insumos. A empresa aponta que o material ainda utiliza fósseis em parte, o que dificulta escalabilidade imediata. A sustentabilidade continua como motor de marca, não apenas de venda.
Futuro e governança
A executiva reforça que não há plano atual de fusões ou venda de fatias societárias. O foco imediato é crescer a operação e manter o compromisso com materiais mais sustentáveis, alinhados ao pós-vida do produto.
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