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Oxford Economics aponta buracos fiscais e riscos de dívida no Brasil

Oxford Economics aponta o Brasil como maior vulnerabilidade fiscal entre 46 economias, com DSPB próximo de três por cento do PIB, exigindo ajustes prolongados

Superávit primário necessário para estabilizar a dívida está próximo do limiar de 3% do PIB, o nível mais elevado entre as principais economias incluídas na amostra.
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  • A Oxford Economics aponta que Brasil, México e Colômbia enfrentam os maiores desafios para estabilizar a dívida pública, com ajustes prolongados e politicamente onerosos.
  • O DSPB (saldo primário estabilizador da dívida) indica que o Brasil está perto de 3% do PIB, o nível mais alto entre as principais economias analisadas.
  • Outros países com necessidade de surpluses primários persistentes incluem Itália, Japão, África do Sul, México e Colômbia; ainda há países como Turquia, Espanha, Reino Unido, Bélgica, França, Peru e Canadá na mesma lista.
  • Em média, mais de um quarto das economias estudadas precisam de superávits primários por tempo indeterminado para estabilizar a dívida, e cerca de 10% exigem superávits superiores a 1% do PIB.
  • Desde 2020 houve deterioração da situação fiscal no Brasil, Colômbia e México, com piora mais acentuada em várias economias desenvolvidas.

O Brasil, México e Colômbia aparecem entre as economias com maior dificuldade para estabilizar a dívida pública, aponta um relatório da Oxford Economics. O estudo usa o indicador de saldo primário estabilizador da dívida (DSPB) para medir o ajuste necessário.

Segundo os analistas Gabriel Sterne e Felipe Camargo, o Brasil é o principal foco de preocupação. O DSPB do país está próximo de 3% do PIB, patamar considerado crítico e próximo de onde a base política para ajustes tende a se tornar mais frágil.

Além do Brasil, outras economias que demandam superávits primários persistentes são Itália, Japão, África do Sul, México e Colômbia. O relatório cita ainda Turquia, Espanha, Reino Unido, Bélgica, França, Peru e Canadá como países que também precisam de esforços contínuos.

O estudo mostra que mais de um quarto das 46 economias analisadas necessitam manter superávits primários por tempo indeterminado para conter o avanço da dívida. Em cerca de 10% das economias, o superávit exigido ultrapassa 1% do PIB de forma permanente.

A análise envolve variáveis como crescimento, juros reais, endividamento, composição da dívida e variações cambiais. O DSPB reflete o saldo fiscal primário necessário para evitar que a relação dívida/PIB se eleve no médio prazo.

Desde 2020, a situação fiscal de Brasil, Colômbia e México piorou em relação ao período pré-pandemia, segundo a Oxford Economics. O relatório também aponta que a piora foi mais acentuada em várias economias desenvolvidas.

A instituição ressalta que o custo de financiamento elevado não tem forçado ajustes suficientes em diversas economias emergentes. O uso de juros altos, que encarecem a dívida pública, não garantiu reformas fiscais estáveis.

Historicamente, manter superávits primários elevados por longos períodos é raro. A Oxford cita casos como Irlanda, Bélgica e México, com durações prolongadas de superávits médios altos, para ilustrar a dificuldade de consolidação fiscal.

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