Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

PF bloqueia bens ligados a banco de Edir Macedo em operação contra fraudes

PF deflagra operação Miragem contra fraudes no Banco Digimais; bloqueio de bens de até R$ 670 milhões e afastamento de sigilos

Nesta fotoilustração, o logotipo do Banco Digimais aparece exibido na tela de um smartphone.
0:00
Carregando...
0:00
  • A Polícia Federal deflagrou, em 23 de junho, a Operação Miragem para apurar fraudes no Banco Digimais, instituição ligada ao bispo Edir Macedo e à Igreja Universal do Reino de Deus.
  • A suspeita é de que o banco tenha utilizado fundos de investimentos para ocultar a real situação econômico-financeira.
  • A PF informou a realização de nove mandados de busca e apreensão, com afastamento de sigilos bancário e fiscal e sequestro de bens e valores de até R$ 670 milhões.
  • A investigação, com base em relatórios do Banco Central, aponta manipulação de demonstrativos contábeis e de registros regulatórios para parecer solvente e viabilizar operações irregulares.
  • Entre os alvos estariam dirigentes do Digimais, como o bispo João Urbaneja e Thiago Urbaneja, com Edir Macedo não sendo alvo por morar fora do Brasil; a informação foi confirmada pela Reuters.

A Polícia Federal deflagrou a Operação Miragem nesta terça-feira (23/06) contra supostas fraudes no Banco Digimais, controlado pelo bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus. A ação mira irregularidades em demonstrações contábeis e registros regulatórios.

Mais de 50 agentes cumpriram nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em São Paulo. A decisão autorizou o afastamento de sigilos bancário e fiscal, além do sequestro e bloqueio de bens e valores de até 670 milhões de reais.

Segundo a PF, os investigados teriam usado fundos de investimentos para ocultar a real situação econômico-financeira do banco, apresentando aparente solvência aos órgãos de controle.

Relatórios do Banco Central subsidiaram as apurações, que apontam manipulação de dados contábeis para viabilizar operações irregulares. A defesa do Digimais não se comentou rapidamente.

Entre os investigados estariam dirigentes do Digimais, como o bispo João Urbaneja, próximo a Edir Macedo, e o filho dele, Thiago Urbaneja, além de donos do grupo ID, que gere os fundos do banco. Edir Macedo não foi alvo das buscas.

O Digimais foi fundado em 1981 como Banco Renner, no Rio Grande do Sul. Em 2020 passou por reestruturação para atuar como banco digital e passou a ser controlado integralmente por Macedo.

Em abril, o BTG Pactual confirmou acordo para adquirir o Digimais. As partes não comentaram o negócio de imediato, conforme apuração.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais