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PF faz operação em banco ligado a bispo Edir Macedo e bloqueia R$ 670 milhões

PF bloqueia até R$ 670.348.945,70 contra fraude contábil na Digimais, grupo de Edir Macedo, com nove mandados de busca

Operação da Polícia Federal contra banco de Edir Macedo
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  • A Polícia Federal deflagrou hoje a Operação Miragem para desarticular um esquema fraudulento envolvendo o Digimais, banco ligado ao grupo do bispo Edir Macedo.
  • Mais de cinquenta policiais cumprem nove mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça Federal em São Paulo.
  • A decisão também autorizou o afastamento do sigilo bancário e fiscal, além do sequestro e bloqueio de bens até o valor de R$ 670.348.945,70.
  • Relatórios do Banco Central apontaram irregularidades na condução dos negócios pelos administradores da instituição e manipulação de balanços.
  • A apuração aponta supervalorização de ativos, geração artificial de receitas e possível falsificação de informações em sistemas de registro, com crimes previstos na lei que pune o Sistema Financeiro Nacional.

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (23) a Operação Miragem, com o objetivo de desarticular um esquema fraudulento ligado à instituição financeira Digimais, associada ao grupo do bispo Edir Macedo. A ação apura crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e ocorreu em São Paulo.

Mais de 50 policiais cumpriram nove mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça Federal. Também houve afastamento de sigilo bancário e fiscal dos investigados, além do sequestro e bloqueio de bens no total de até R$ 670.348.945,70.

Relatórios do Banco Central do Brasil indicaram irregularidades graves na condução dos negócios da instituição. As apurações apontam manipulação sistemática de balanços e resultados contábeis para ocultar a real situação econômico-financeira.

Investigação e possíveis crimes

A investigação aponta a suposta supervalorização de ativos e a geração artificial de receitas no montante de centenas de milhões de reais. Seriam ainda investigadas operações financeiras em benefício da controladora do banco e possível falsificação de informações em sistemas oficiais do regulador.

Os investigados podem responder por gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e operações de crédito vedadas, conforme a legislação que dispõe sobre crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.

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