- A Polícia Federal cumpre nove mandados de busca e apreensão na Operação Miragem, em São Paulo, para apurar fraudes no sistema financeiro ligados ao Banco Digimais.
- Os alvos são executivos do banco (Marcelo de Lima Brasil, João Alves de Campos e Rodrigo Ruggero), além de João Luiz Urbaneja — homem de confiança de Edir Macedo — e Thiago Rodrigues Urbaneja; também aparecem dois representantes da gestora ID (José Roberto Giancoli Filho e Rodrigo Balassiano) e as empresas Banco Digimais S.A. e ID Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S.A.
- Edir Macedo não é alvo direto, pois reside no exterior, mas teve bens bloqueados e sequestrados pela Justiça, junto aos demais investigados.
- O bloqueio soma mais de R$ 670 milhões; a Justiça também autorizou a quebra do sigilo fiscal de 18 alvos.
- Os crimes apontados pela PF incluem gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e operações de crédito vedadas.
A Polícia Federal cumpre nove mandados de busca e apreensão em São Paulo. A ação faz parte da Operação Miragem, deflagrada nesta terça-feira, 23. O objetivo é esclarecer fraudes no sistema financeiro ligadas ao Banco Digimais, ligado ao bispo Edir Macedo.
Segundo as investigações, o Digimais manipulou demonstrativos contábeis e registros regulatórios. A prática esconderia a real situação financeira do banco. A outros órgãos de controle, a operação visaria manter uma aparência de solvência.
Os alvos listados pela imprensa são: Marcelo de Lima Brasil, João Alves de Campos e Rodrigo Ruggero, executivos do Digimais. Também aparecem João Luiz Urbaneja e Thiago Rodrigues Urbaneja, familiares de dirigentes do banco.
Completa a lista José Roberto Giancoli Filho e Rodrigo Balassiano, ligados à gestora ID, que administra fundos do Digimais. Além disso, aparecem o Banco Digimais S.A. e a ID Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S.A.
Edir Macedo não foi alvo de mandados, pois está no exterior. Contudo, houve autorização para bloqueio e sequestro de bens do bispo e dos demais investigados. O valor bloqueado supera R$ 670 milhões, segundo a PF.
A Justiça também autorizou a quebra de sigilo fiscal de 18 investigados. A PF aponta possíveis crimes de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos e operações de crédito vedadas.
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