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PF investiga banco ligado a Edir Macedo: o que se sabe

Operação Miragem apura fraudes contábeis no Banco Digimais, com bloqueio de até R$ 670 milhões e nove mandados de busca e apreensão

Banco Digimais
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  • A Polícia Federal deflagrou a Operação Miragem para investigar fraudes contábeis e manipulação de balanços no Banco Digimais, controlado pelo bispo Edir Macedo; são oito ou nove mandados de busca e apreensão em São Paulo e bloqueio de até R$ 670 milhões em bens.
  • A apuração tem como base relatos do Banco Central, que apontam uso de fundos de investimento e operações contábeis para maquiar a situação financeira e burlar a fiscalização.
  • Segundo a investigação, o banco adquire direitos creditórios por cerca de R$ 71 milhões, reavaliações elevam ativos para mais de R$ 741 milhões e esses ativos são vendidos à controladora com pagamento previsto para 2032, gerando crédito a receber sem entrada de dinheiro.
  • A PF afirma que o Digimais replica táticas do Banco Master, transmitindo ao mercado a ideia de proteção pelo Fundo Garantidor de Crédito e mantendo exposição de cerca de R$ 600 milhões a carteiras ligadas ao Master.
  • Entre os alvos estão executivos do banco e gestores de fundos, como João Luiz Urbaneja e outros; Edir Macedo não é alvo de buscas, mas teve bens bloqueados e sigilo bancário autorizado; os investigadores vão analisar os materiais apreendidos e os envolvidos respondem por gestão fraudulenta, inserir dados falsos em demonstrativos contábeis e operações de crédito vedadas.

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira, 23 de junho, a Operação Miragem para investigar fraudes contábeis no Banco Digimais, controlado pelo bispo Edir Macedo. A ação cumpriu nove mandados de busca e apreensão em São Paulo e bloqueou até 670 milhões de reais em bens dos investigados. O objetivo é apurar manipulação de balanços e redes de investimento para ocultar a real situação da instituição.

A apuração tem como base relatórios do Banco Central. A PF aponta que dirigentes do banco teriam usado fundos de investimento e práticas contábeis para maquiar a situação financeira, criando uma aparência de solvência para escapar da fiscalização. A investigação privilegia desvios de registros contábeis e operações de crédito.

Segundo as primeiras informações, o esquema envolve a aquisição de direitos creditórios por cerca de 71 milhões de reais, com reavaliações que elevam o ativo para mais de 741 milhões. O Digimais venderia esses ativos à própria controladora, com pagamento apenas em 2032, gerando crédito a receber sem entrada de dinheiro no caixa.

Relação com o Banco Master

A PF sustenta que o Digimais replicou táticas usadas pelo Banco Master. A leitura é de que o banco assume riscos elevados, ao mesmo tempo em que transmite ao mercado proteção por meio do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A instituição mantém exposição de cerca de 600 milhões a carteiras de crédito associadas ao Master.

Alvos da operação

Entre os alvos estão executivos do Digimais e gestores de fundos, como João Luiz Urbaneja, Thiago Rodrigues Urbaneja, Marcelo de Lima Brasil, João Alves de Campos e Rodrigo Ruggero. Edir Macedo não figura como alvo de buscas por residir no exterior, mas teve bens bloqueados e o sigilo bancário pode ser quebrado.

Próximos passos

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal vão analisar os materiais apreendidos. Os investigados respondem por gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e operações de crédito vedadas pelo Sistema Financeiro Nacional.

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