- A Polícia Federal deflagrou a Operação Miragem para investigar possível esquema fraudulento no Banco Digimais e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional; mais de cinquenta agentes cumprem nove mandados de busca e apreensão em São Paulo.
- O Banco Digimais foi criado em 1981 em Porto Alegre como Banco Renner, mudou de controle ao longo dos anos e passou a operar com foco digital em 2020.
- O controlador é o bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus; ele era acionista minoritário desde 2009 e passou a gerir a instituição integralmente em 2020.
- Em dezembro de 2025, o Banco Central homologou a nomeação de Aldemir Bendine para o cargo de diretor-presidente do Digimais, em meio a uma fase de reestruturação e expansão.
- Em janeiro de 2025, houve acordo para transferir o controle para Maurício Quadrado, grupo que depois virou BlueBank; a operação recebeu aprovação do Cade, mas não foi concluída por deterioração do mercado e ausência de documentação ao Banco Central.
O banco Digimais, alvo da Operação Miragem da Polícia Federal, é investigado por supostos crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. A ação ocorre nesta terça-feira e envolve apurações sobre a gestão da instituição. A PF cumpriu mandados de busca e apreensão no âmbito de uma investigação em curso.
O Digimais foi criado em 1981 em Porto Alegre com o nome Banco Renner. A instituição passou por mudanças de controle ao longo dos anos e se reestruturou em 2020, adotando a marca Digimais e fortalecendo o foco no segmento digital. O controle passou a ser atividade central de Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, que já era acionista desde 2009.
Em 2020, Macedo assumiu a gestão integral da instituição. Em dezembro de 2025, o Banco Central homologou Aldemir Bendine, ex-presidente de grandes instituições, como diretor-presidente do Digimais, em meio a uma reestruturação. Meses antes, em janeiro de 2025, houve transferência de controle para o empresário Maurício Quadrado, que deu origem ao projeto BlueBank.
A investigação atual envolve mais de 50 agentes que cumprem nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal de São Paulo. A PF pediu o sequestro e bloqueio de bens e valores, além da quebra de sigilos bancário e fiscal dos investigados. Edir Macedo figura entre os nomes sob suspeita por ser o controlador da instituição, embora resida no exterior e não tenha mandado de busca contra ele.
A operação mira indícios de irregularidades na gestão do Digimais e possíveis crimes contra o sistema financeiro. O objetivo é apurar danos, se houver, e esclarecer responsabilidades dos envolvidos no período sob investigação. As autoridades não divulgaram detalhes adicionais para não comprometer as investigações em andamento.
Contexto atual
O andamento da Miragem reforça o escrutínio regulatório sobre instituições com controle de figuras de grande projeção pública. As informações até o momento indicam medidas de bloqueio de ativos e apuração de compliance, com foco na governança corporativa e na conformidade com normas do sistema financeiro.
Prepare-se para desdobramentos
O desdobramento da operação pode trazer novos elementos sobre a relação entre o Digimais, seus controladores e eventuais parceiros. As próximas etapas deverão trazer esclarecimentos oficiais sobre o andamento do inquérito e eventuais medidas cautelares adicionais.
Entre na conversa da comunidade