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PF investiga fraudes no Banco Digimais; bloqueio de R$ 670 milhões

PF deflagra Miragem e bloqueia até R$ 670 milhões em fraudes no Banco Digimais; investigação aponta manipulação documental e rombo estimado em R$ 8,5 bilhões

Líder religioso não mora no Brasil e não foi alvo da operação. (Foto: Reprodução/Facebook/Edir Macedo (ampliada com inteligência artificial))
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  • A Polícia Federal deflagrou a Operação Miragem para investigar fraudes no sistema financeiro envolvendo o Banco Digimais, ligado ao bispo Edir Macedo; o religioso não é alvo pois não reside no Brasil.
  • A ação, autorizada pela Justiça Federal, cumpre nove mandados de busca e apreensão e determinou o bloqueio de até R$ 670 milhões.
  • Relatórios do Banco Central apontam manipulação de documentos financeiros para maquiar um rombo de cerca de R$ 8,5 bilhões; parte das fraudes envolveria aplicações em fundos de investimento.
  • O Digimais publicou nota criticando reportagens sobre as irregularidades, dizendo que não têm lastro na realidade e que seguem à disposição das autoridades.
  • O BTG Pactual informou, em 8 de abril, que firmou acordo para comprar o Digimais; a operação ainda precisa ser aprovada pelo Banco Central e pelo Cade.

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira a Operação Miragem, voltada a investigar fraudes no sistema financeiro supostamente praticadas pelo Banco Digimais, ligado ao bispo Edir Macedo. O religioso não reside no Brasil e não é alvo da operação. Ao todo, são nove mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça Federal, com bloqueio de até R$ 670 milhões.

Segundo a PF, foram levantados pelos fiscais dados que indicam manipulação de documentos financeiros para maquiar um rombo estimado em R$ 8,5 bilhões, com referências a operações em fundos de investimento. Parte das fraudes estaria associada a estruturas semelhantes às apuradas no caso do Banco Master. Documentos foram apreendidos na sede do Digimais.

Em meio à investigação, o BTG Pactual informou, no dia 8 de abril, que comprou o banco Digimais. A transação ainda precisa passar pela avaliação do Banco Central (BC) e do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

Posicionamentos oficiais

O Digimais publicou nota na sua página inicial, no último sábado (20), contestando reportagens sobre as supostas irregularidades, dizendo que as informações não teriam lastro na realidade. A instituição afirma que permanece operando com segurança e integridade, à disposição de clientes, parceiros e autoridades.

A Gazeta do Povo entrou em contato com o Digimais e com o BTG Pactual para manifestação sobre a operação. O espaço permanece aberto para manifestações.

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