- A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou a Operação Parasitas para apurar descontos associativos do Banco de Brasília (BRB) em mais de 3.500 contas de aposentados e pensionistas do governo local, com prejuízo inicial estimado em mais de R$ 5 milhões.
- Foram cumpridos quatro mandados de prisão temporária, três de prisão preventiva e 10 de busca e apreensão no DF e em Minas Gerais, incluindo Belo Horizonte e Igaratinga.
- Em Brasília, as medidas atingiram sedes de associações investigadas; três funcionários do BRB foram afastados preventivamente.
- O BRB informou que a operação teve início após notícia-crime encaminhada pelo banco e que a atual administração não é implicada; a instituição coopera com as investigações.
- O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios também conduz a Operação Juros Zero, que envolve o BRB, o Iprev e outras entidades, e o convênio com Cassisp facilitava descontos sem consentimento de clientes, especialmente idosos.
A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou nesta terça-feira a Operação Parasitas, que investiga descontos associativos pelo BRB em mais de 3.500 contas de aposentados e pensionistas vinculados ao governo local. O prejuízo inicial é estimado em mais de 5 milhões de reais. A investigação também apura a participação de pessoas na operacionalização dos descontos.
Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de prisão temporária, três de prisão preventiva e 10 de busca e apreensão no Distrito Federal e em Minas Gerais, incluindo Belo Horizonte e Igaratinga. No DF, as ações ocorreram em áreas como Plano Piloto, Asa Sul, Asa Norte, Recanto das Emas, Brazlândia e Jardim Botânico. Sedes de associações investigadas integram o foco das diligências.
Segundo o BRB, a apuração teve início a partir de notícia crime encaminhada pelo próprio banco, após identificação de irregularidades em movimentações financeiras e indícios de descumprimento de normas de compliance. Como medida administrativa, três empregados foram afastados.
Desdobramentos
O BRB informou que os fatos não envolvem a atual gestão, e que denúncias serão apuradas dentro dos procedimentos. A governadora do DF, Celina Leão, determinou auditoria externa para a folha de pagamentos da região e abriu um Processo Administrativo Disciplinar para apurar possíveis irregularidades nos descontos de salários.
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) participa da operação, realizada em conjunto com a Polícia Civil. Um dos alvos é a associação Cassisp, já investigada pela Prodecon por descontos não autorizados. A Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor acompanha a apuração.
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