- A Heineken nomeou Rafael Oliveira como CEO e presidente do conselho, primeira vez que alguém de fora assume a liderança; ele começa em 1º de outubro, com mandato de quatro anos.
- O brasileiro comandava a JDE Peet’s desde 2024 e assume a função após a empresa ficar sem presidente-executivo desde o início de junho, com Dolf van den Brink tendo renunciado em janeiro.
- As ações da Heineken subiram 3% após o anúncio da nomeação.
- Rafael Oliveira tem cerca de duas décadas de experiência em mercados de capitais e bens de consumo, com passagem por Goldman Sachs, Kraft Heinz, Banco Icatu e Banco BBA-Creditanstalt; formado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e pela Universidade de Chicago.
- O executivo herdará uma empresa que enfrenta queda de volumes e planeja cortes de cerca de 6 mil empregos, em meio a pressões como custo de vida elevado e concorrência de medicamentos para emagrecer.
A Heineken anunciou nesta terça-feira, 23, a nomeação de Rafael Oliveira como CEO e presidente do conselho. O brasileiro assume o cargo a partir de 1º de outubro, em mandato de quatro anos, tornando-se o primeiro externo a liderar a empresa.
A decisão ocorre em meio à ausência de um CEO desde o início de junho, após a renúncia de Dolf van den Brink em janeiro. A empresa divulgou que a nomeação elevou as ações em 3%.
Trajetória profissional
Rafael Oliveira acumula cerca de duas décadas de experiência em mercados de capitais e bens de consumo. Formado pela PUCRS e pela Universidade de Chicago, atuou 10 anos no Goldman Sachs antes de migrar para a indústria.
Na Kraft Heinz, permaneceu por 10 anos e chegou ao posto de presidente de mercados internacionais. Iniciou a carreira no Banco Icatu e no BBA-Creditanstalt, entre outros.
Em 2024, tornou-se CEO da JDE Peet’s, posição que ocupou por 17 meses antes da nomeação pela Heineken.
Desafios à frente
O conselho de supervisão afirmou, após uma busca global, que Rafael Oliveira foi escolhido por unanimidade, pela visão estratégica, experiência operacional e visão financeira. A gestão assume em meio a queda de volumes.
A Heineken enfrenta medidas para reduzir custos e ampliar produtividade, com planos de cortes que já foram anunciados. A empresa citou fatores econômicos e competitivos no setor de bebidas.
Reação do mercado
Especialistas destacaram a capacidade de diagnosticar e redefinir estratégias de Oliveira durante a passagem pela JDE Peet’s. Analistas, porém, ressaltaram que ele precisa provar desempenho em um novo segmento.
A Heineken mantém marcas como a lager homônima, Tiger e Sol, entre outras, como parte de seu portfólio global.
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