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Re.green estreia no setor de saúde com Novo Nordisk após parcerias com techs

Parceria de vinte anos com Novo Nordisk prevê restauração de 500 hectares na Amazônia, gerando cerca de 87 mil créditos de carbono e ampliando atuação no setor de saúde

Thiago Picolo, CEO da Re.green: "O setor de saúde tem muito a ver com promover o bem-estar e a natureza" (Divulgação)
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  • A Re.green fechou uma parceria de vinte anos com a Novo Nordisk para restaurar aproximadamente quinhentos hectares degradados na Amazônia, em Paragominas, Pará.
  • O projeto deve gerar em torno de oitosessenta e sete mil créditos de remoção de carbono ao longo do contrato.
  • Este é o primeiro acordo da startup no setor de saúde, após parcerias com big techs; créditos já foram emitidos em projeto com a Microsoft.
  • O Earthshot Prize ajudou a acelerar as negociações, que começaram no segundo semestre de 2025 após encontro em evento internacional.
  • A restauração combinará regeneração natural e plantio de espécies nativas, com monitoramento por satélite e dados de campo por vinte anos, buscando benefícios para biodiversidade, recursos hídricos e geração de renda local.

Durante a Semana do Clima de Londres, a startup brasileira Re.green anunciou uma parceria de 20 anos com a farmacêutica Novo Nordisk para restaurar cerca de 500 hectares de áreas degradadas na Amazônia. O acordo visa financiar restaurações por meio de créditos de carbono, com emissão prevista de aproximadamente 87 mil remoções ao longo do contrato.

Parcerias com o setor de saúde

A iniciativa marca a entrada da Re.green no setor de saúde, após acordos prévios com grandes empresas de tecnologia, telecomunicações e alimentação. Nas últimas semanas, foram gerados os primeiros créditos de carbono de um projeto com a Microsoft. O CEO Thiago Picolo afirma que a estratégia é ampliar as fontes de financiamento para as restaurações florestais por meio de parcerias com empresas líderes.

A Novo Nordisk passa a integrar o grupo de companhias que investem em restauração como parte de estratégias de descarbonização. A empresa mira emissões líquidas zero até 2030 em operações e cadeia de valor, com a restauração de ecossistemas entre as frentes de atuação. A relação entre conservação ambiental e bem-estar humano é ressaltada pela startup.

Detalhes do projeto na Amazônia

O projeto será executado em Paragominas, no leste do Pará, em área degradada. A restauração combinará regeneração natural com plantio ativo, usando apenas espécies nativas da Amazônia. O monitoramento ocorrerá por imagens de satélite e dados de campo ao longo de 20 anos.

Segundo Picolo, o acordo de duas décadas está alinhado a iniciativas de longo prazo que exigem investimentos consistentes nos primeiros anos. Além da captura de carbono, o projeto visa benefícios para a biodiversidade, recursos hídricos e geração de renda ligada a cadeias de sementes e mudas na região.

A parceria também foi impulsionada pelo Earthshot Prize, que reconheceu a Re.green como uma solução com potencial de escala. O prêmio, promovido pelo príncipe William, acelerou conversas com a Novo Nordisk ao ampliar credibilidade no mercado.

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