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Recompras de ações no Japão atingem US$ 100 bi, impulsionadas por Sony e Hitachi

Recompras no Japão atingem US$ 100 bilhões no período, puxadas por Sony e Hitachi, com maior eficiência de capital e melhoria do retorno aos acionistas

Painel da Bolsa de Tóquio — Foto: Eugene Hoshiko, File/AP Photo
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  • Entre janeiro e maio, as recompras de ações anunciadas por empresas listadas no Japão somaram 16,2 trilhões de ienes (US$ 100 bilhões), recorde para o período.
  • O número de companhias iniciando programas caiu 14% em relação ao ano anterior, para cerca de 620, mas o valor total das recompras ficou elevado pela atuação de grandes empresas.
  • A Sony e a Hitachi anunciaram recompras de até 500 bilhões de ienes cada, com lucros fiscais previstos para o ano fiscal de 2026 em patamar recorde.
  • A Daikin Industries recomprou cerca de 350 bilhões de ienes por meio de uma plataforma fora do leilão da Bolsa, após pressão da gestora Elliott Investment Management.
  • Analistas avaliam que as recompra de ações devem ultrapassar 20 trilhões de ienes no ano fiscal de 2026, apoiadas pela busca por eficiência de capital e retorno aos acionistas.

As recompras de ações anunciadas por empresas listadas no Japão entre janeiro e maio atingiram 16,2 trilhões de ienes (US$ 100 bilhões), um recorde para o período e próximo do total estimado para 2025. O crescimento foi de 34% frente ao ano anterior, impulsionado pela redução de participações cruzadas e pela busca por eficiência de capital.

Mesmo com o número de empresas iniciando programas no período caindo 14%, para cerca de 620, o valor agregado subiu devido a recompras em larga escala. Até a sexta-feira, os anúncios somavam 16,4 trilhões de ienes.

Empresas-chave lideram o movimento

A Sony e a Hitachi anunciaram recompras de até 500 bilhões de ienes cada, sustentadas por lucros projetados recordes no ano fiscal de 2026, que termina em 31 de março de 2027. Segundo o diretor financeiro da Sony, a geração de fluxo de caixa operacional tem permitido retorno aos acionistas aliado a investimentos estratégicos.

A Hitachi informou que, no último ano fiscal, não houve grandes fusões ou aquisições. A empresa usa os lucros para reforçar o retorno aos acionistas, adotando a prática de alocar recursos conforme critérios estratégicos e retorno mínimo, e, na ausência de oportunidades, promover recompras.

Contexto e cenários de mercado

A prática de ações em tesouraria reduz o patrimônio líquido, elevando o ROE, ao passo que dividendos não costumam diminuir após aumentos. As recompras oferecem flexibilidade para gerir caixa, ao contrário dos dividendos.

Analistas destacam que o caixa disponível das empresas vem se acumulando, alimentando a demanda por eficiência de capital. Um estrategista da Nomura Securities apontou a pressão crescente de investidores sobre reservas de caixa.

A Daikin Industries recomprou cerca de 350 bilhões de ienes por meio de negociação fora do leilão da bolsa, após pressão da gestora Elliott Investment Management. A KDDI programou até 300 bilhões, com parte proveniente de uma oferta pública de aquisição envolvendo Toyota e Kyocera, acionistas relevantes.

Perspectivas

Alguns mercados apontam que as recompras no ano fiscal 2026 podem superar 20 trilhões de ienes, ampliando a projeção para além dos 17,7 trilhões de ienes estimados para 2025. A continuidade do movimento é atribuída à percepção de valor e à necessidade de maior eficiência de capital, mesmo com incertezas globais.

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