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Transição ecológica pode equilibrar contas públicas, aponta estudo

Estudo defende transição ecológica para equilibrar as contas públicas brasileiras, diante de dívida superior a 80% do PIB e juros entre 12% e 13% até 2027

Manoel Pires: “Ampliar recursos para essa agenda em grande escala, muito provavelmente pioraria restrições fiscais” — Foto: Gabriel Reis/Valor
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  • Estudo brasileiro sugere que a transição ecológica pode ajudar a colocar as contas públicas do Brasil em ordem.
  • A dívida pública hoje supera oitenta por cento do PIB e as taxas de juros devem ficar entre doze e treze por cento até o fim de 2027.
  • O material, intitulado “Brazil’s investment-led growth in the ecological transition”, será apresentado hoje durante a Semana de Ação Climática de Londres.
  • A proposta defende uma visão que supera o dilema entre austeridade rígida e desenvolvimentismo tradicional, com reformas e atração do setor privado.
  • O pesquisador Manoel Pires afirma que ampliar recursos para essa agenda em grande escala provavelmente aumentaria as restrições fiscais.

O estudo brasileiro Brazil’s investment-led growth in the ecological transition será apresentado hoje na Semana de Ação Climática de Londres. A pesquisa defende que a transição ecológica pode ajudar a ajustar as contas públicas.

Autoria do trabalho: pesquisadores brasileiros que assinam o estudo, que analisa a relação entre dívida pública, juros e investimentos em transição ambiental. A apresentação ocorre em Londres, em evento ligado à agenda climática global.

Segundo os autores, a transição ecológica pode abrir espaço fiscal ao acelerar investimentos, reduzindo pressões sobre o desempenho das contas públicas. A peça enfatiza o papel do setor privado como motor de crescimento nesse processo.

A discussão surge em meio a dados sobre a dívida pública, acima de 80% do PIB, e projeções de juros entre 13% e 12% até 2027. O estudo sugere estratégias para alinhar austeridade com desenvolvimento sustentável.

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