- Ações de mineração e siderurgia caem na bolsa brasileira, com Vale (VALE3) recuando 2,09% por volta das 12h, puxando o Ibovespa para baixo.
- Usiminas (USIM5) caía 2,4%, Klabin (KLBN11) cedia 1,4% e Suzano (SUZB3) perdia 0,9%.
- Analistas dizem que a queda reflete um ambiente global mais negativo para ativos vinculados ao crescimento econômico, não apenas fatores específicos da Vale.
- O mercado aponta menor apetite por risco após o Federal Reserve sinalizar juros mais elevados, além da pressão pela queda do minério de ferro.
- Economistas destacam que a paralisação afeta a mineração e a siderurgia, com impactos globais e em empresas listadas no exterior, como a Rio Tinto.
O Ibovespa seguiu em terreno negativo nesta terça-feira (23), com vale entre as maiores quedas digitais. Vale (VALE3) recuou, puxando o índice pelo peso de suas ações, diante de um ambiente de aversão ao risco no cenário global. Outras siderúrgicas, como Usiminas (USIM5), Klabin (KLBN11) e Suzano (SUZB3), também operaram no vermelho.
A desvalorização ocorre em meio à queda dos preços do minério de ferro e a deterioração do humor nos mercados internacionais, após o Federal Reserve sinalizar juros mais elevados por mais tempo. A combinação aumenta preocupações com atividade econômica global e pressiona setores ligados a commodities.
Para Gustavo Bertotti, analista da Fami Capital, o movimento não é específico da Vale, mas sim uma reação global a ativos de maior sensibilidade ao crescimento. Segundo ele, o tom mais duro do Fed sobre juros alimenta a correção.
O analista ressalta que o cenário é global, com empresas listadas no exterior, como a Rio Tinto, registrando perdas. A correção atingiu bolsas na Ásia, Europa e EUA, refletindo um ambiente de menor apetite a risco.
Pedro Galdi, da AGF, aponta a combinação de realização em techs nos EUA, PMIs fracos na Europa e queda do minério como explicação para o setor. Ele afirma que o momento é de pressão para mineração e siderurgia, impactadas pela commodity.
Além do peso da economia global, a Vale enfrenta a pressão específica pela baixa do minério de ferro, que reduz margens de produção e demanda. A proximidade de atualizações de mercado e balanços coloca o setor em foco neste pregão.
A sessão amplia a leitura de que o risco macroeconômico pesa sobre ativos ligados a commodities. A Vale permanece sob observação, diante de cenário externo incerto e fatores de demanda interna voláteis.
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