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Armazenamento de energia: o que falta para destravar o mercado, diz associação

Energia armazenada: ABSAE aponta que regras de licenciamento e modelos de remuneração são chave para destravar mercado de baterias no Brasil

Painel sobre o marco legal e desafios à inserção de soluções de armazenamento de energia no Brasil ocorreu no primeiro dia do Energy Summit
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  • No Energy Summit 2026, o diretor executivo da ABSAE, Fábio Lima, destacu que o armazenamento depende de regras de licenciamento e da revisão dos serviços de suporte para baterias e hidrelétricas, além de receitas estáveis.
  • A agenda regulatória de curto prazo envolve dar sinal de preço ao BESS distribuído e centralizado, com leilões de flexibilidade e potência a partir de 2028.
  • Propõe-se um modelo de custo para Microe Ol Minigeração Distribuída com baterias, com despacho coordenado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico.
  • Em junho de 2026, a Aneel aprovou regulamentação dos Sistemas de Armazenamento de Energia e o governo divulgou diretrizes para o primeiro leilão brasileiro de reserva de capacidade voltado exclusivamente para baterias.
  • Desafios incluem enquadramento jurídico, remuneração dos serviços, estrutura tarifária e fontes de receita; há debate sobre previsibilidade de investimentos, impostos e conteúdo nacional (BNDES).

No Energy Summit 2026, Fábio Lima, diretor executivo da ABSAE, afirmou que a prioridade regulatória para destravar o armazenamento no Brasil é acelerar mecanismos de resposta da demanda e a tarifação horária. Ele vê essa combinação como sinal de preço para baterias, distribuídas e centralizadas, com leilões de flexibilidade a partir de 2028.

Lima destacou a necessidade de previsibilidade de receitas para atrair o mercado e fomentar uma nova indústria no país. Defendeu que o modelo contemple investimentos descentralizados, porém com planejamento centralizado e despacho coordenado pelo ONS, reduzindo encargos ao consumidor.

Além disso, o executivo reforçou a urgência de definir regras de licenciamento e ampliar fontes de receita, incluindo o alinhamento de serviços ancilares para baterias e hidrelétricas. A meta é permitir o empilhamento de receitas e acelerar a integração ao mercado elétrico.

Marco regulatório e impactos no modelo de negócios

Aneel aprovou, em junho de 2026, regras para Sistemas de Armazenamento de Energia, incluindo uso da rede, empilhamento de receitas e participação do ONS. Governo também sinalizou o primeiro leilão de reserva de capacidade voltado exclusivamente para baterias, em 2026.

Clarissa Sadock, CEO da Comerc Energia, ressaltou a necessidade de previsibilidade para investimentos e comentou que a evolução gradual do setor é natural. Ela citou o REIDI e a tributação de 80% sobre baterias como pontos a serem discutidos.

A executiva também defendeu manter o conteúdo nacional em nível adequado, sugerindo um patamar de 15% do BNDES. Ela argumentou que exigir mais poderia restringir fornecedores e elevar custos, favorecendo a indústria nacional sem limitar opções.

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