- Pesquisa do Instituto Livre de Assédio em parceria com a AAPSA indica que 74% das organizações brasileiras ainda operam abaixo do nível considerado robusto na gestão de riscos psicossociais.
- Assédio moral, assédio sexual, discriminação, saúde mental e segurança psicológica passam a integrar a estratégia ESG e a governança corporativa.
- A abordagem busca tratar riscos psicossociais como parte da gestão de reputação, redução de passivos trabalhistas e promoção de ambientes mais seguros.
- Dados do Ministério da Previdência Social apontam crescimento dos afastamentos por transtornos mentais, aumentando a pressão por medidas preventivas nas empresas.
- A Livre de Assédio atua desde 2017 com tecnologia, educação corporativa, consultoria e monitoramento, já impactando mais de 2 milhões de pessoas e capacitando mais de 45 mil profissionais.
O tema da gestão de riscos psicossociais ganha relevância na agenda ESG das empresas brasileiras. Uma pesquisa do Instituto Livre de Assédio, em parceria com a AAPSA, aponta que 74% das organizações ainda operam abaixo do nível considerado robusto nessa área. A elevação de exigências, associada à NR-1 e ao aumento dos afastamentos por transtornos mentais, impulsiona a adoção de estratégias de governança que envolvem assédio, discriminação, saúde mental e segurança psicológica.
Ao integrar tais temas, empresas passam a tratá-los como parte central da governança corporativa e da sustentabilidade, não apenas como questões de cultura organizacional. O objetivo é fortalecer resiliência reputacional, reduzir passivos trabalhistas e promover ambientes mais seguros para colaboradores.
Dados do Ministério da Previdência Social indicam crescimento expressivo dos afastamentos por transtornos mentais nos últimos anos, aumentando a pressão por medidas preventivas efetivas e mecanismos de acolhimento e responsabilização das organizações. A pesquisa do Instituto Livre de Assédio revela que, apesar do avanço, ainda há vulnerabilidade nesses aspectos.
Entre as instituições envolvidas, destacam-se o Instituto Livre de Assédio e a AAPSA, que apontam como essencial ampliar a prevenção ao assédio e a discriminação por meio de tecnologia, educação corporativa e monitoramento de indicadores. A organização atua desde 2017, já impactou mais de 2 milhões de pessoas e capacitou mais de 45 mil profissionais em empresas, governos e eventos.
Ana Addobbati, fundadora e CEO do Livre de Assédio, ressalta que a prevenção não é apenas pauta social, mas gestão de riscos e sustentabilidade. Ela destaca a necessidade de mecanismos de prevenção efetivos, canais de denúncia seguros e indicadores para monitorar a saúde da cultura organizacional.
Para o futuro, a especialista aponta que a sustentabilidade corporativa depende de ambientes de trabalho livres de violência e discriminação, onde todas as pessoas possam desenvolver seu potencial. Entre as ações previstas, estão programas de formação de lideranças, protocolos de prevenção e plataformas de monitoramento voltadas ao compliance.
Dados e caminhos da gestão de riscos psicossociais
- Adoção de políticas formais é insuficiente sem práticas robustas de prevenção e monitoramento.
- Empresas com ambientes seguros tendem a atrair talentos, reduzir custos com afastamentos e litígios.
- O setor privado busca alinhar governança, ética e bem-estar ao longo da cadeia de valor.
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