- O índice pan-europeu Stoxx 600 subiu 0,05% e o CAC 40, de Paris, avançou 0,54%; o FTSE 100, de Londres, ganhou 0,31%, enquanto o DAX, de Frankfurt, caiu 0,62%.
- Frankfurt foi a exceção, pressionada pela forte queda da Rheinmetall e do setor de defesa, após notícias sobre cancelamento de grandes planos militares alemães.
- O alívio nos preços do petróleo e a desaceleração na alta dos juros dos títulos soberanos ajudaram a sustentarem o tom positivo.
- Os rendimentos dos títulos de dez anos da Alemanha e da França atingiram o menor nível em três meses.
- As falas de Christine Lagarde indicaram que não havia evidências de aceleração inflacionária que exigisse políticas mais duras por parte do BCE.
O pregão europeu desta quarta-feira fechou com ganhos moderados, refletindo alívio nos preços do petróleo e queda nas rentabilidades dos títulos de longo prazo. A exceção ficou com Frankfurt, pressionada pela forte queda das ações da Rheinmetall e do setor de defesa. A sessão ocorreu diante de expectativas de que o aperto monetário do BCE pode ser menos agressivo do que o previsto.
O Stoxx 600, índice pan-europeu, subiu apenas 0,05%, para 634,92 pontos. O DAX, de Frankfurt, recuou 0,62%, aos 24.740,36 pontos. O CAC 40, de Paris, avançou 0,54%, para 8.385,54 pontos, enquanto o FTSE 100, de Londres, fechou em alta de 0,31%, aos 10.461,63 pontos.
Desempenho por setor e impactos
O setor de defesa e aeroespacial do Stoxx terminou com perdas de 1,15%, em virtude da Rheinmetall, que caiu 18,65% após reportagens sobre possível cancelamento de planos de construção do maior navio de guerra desde a Segunda Guerra Mundial. O segmento de tecnologia fechou em queda de 0,34%, após ter apresentado recuperação intraday.
Os rendimentos dos títulos soberanos alemão e francês de dez anos atingiram o menor nível em três meses, impulsionados pela queda do petróleo e pela percepção de que o aperto monetário do BCE pode ser menos contundente do que o esperado. As falas de Christine Lagarde indicaram essa leitura de mercado, sem sinalização de aceleração inflacionária que exigisse política mais firme.
O recuo nas curvas de juros ocorreu em meio a dados que alimentaram a visão de desaceleração inflacionária recente, contribuindo para a confiança de que as próximas medidas do BCE poderão ser menos agressivas. Até o fechamento, não houve alterações significativas nas projeções de política monetária por parte das autoridades monetárias.
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