- Brasil tem matriz elétrica entre as mais limpas do mundo, mas o custo final de energia para consumo e indústria continua alto, o que atrapalha a transição energética.
- No Energy Summit, em Rio de Janeiro, a mesa sobre a transição energética discutiu gargalos e a competitividade da energia brasileira, com participação de Pedro Guerra e Thiago Barral.
- Paulo Pedrosa, da Abrace Energia, afirmou que o Brasil tem potencial de energia limpa e barata, desde que essa energia seja competitiva no mercado.
- A MP 1304, já convertida em lei em 2025, abriu caminho para ampliar o mercado livre de energia e regulamentar geração de solar e eólica.
- São apontadas reformas, como a tributária, para reduzir custos, além de críticas à multiplicidade de objetivos do setor, que podem prejudicar o foco na transição.
O Energy Summit, realizado na Marina da Glória, no Rio de Janeiro, recebeu nesta quarta-feira, 24, a mesa sobre a transição energética do Brasil. O encontro discute a relação entre uso de energia, inovação e sustentabilidade, com foco no potencial do país.
Participaram da discussão o chefe de gabinete da Vice-presidência da República, Pedro Guerra, e o subsecretário de implementação da Secretaria Extraordinária de Mercado de Carbono do Ministério da Fazenda, Thiago Barral. O debate foi mediado por Paulo Pedrosa, da Abrace Energia, entidade que reúne mais de 50 grupos empresariais do setor.
De acordo com Pedrosa, o Brasil possui um potencial de energia limpa e barata altamente desejado pelo mundo, mas ressalta que a competitividade da energia é essencial para transformar esse potencial em prática. A conversa destacou a necessidade de reduzir custos finais para consumidores e indústrias.
Desafios de custo e avanços regulatórios
A mesa ressaltou que, apesar de a matriz elétrica brasileira ser uma das mais limpas, o custo final da energia permanece elevado, impactando indústria e consumidor. O quadro é visto como um entrave à aceleração da transição energética.
Barral destacou que a transição pode impulsionar crescimento econômico e redução de desigualdade, desde que haja foco em políticas que promovam competitividade e evitem desperdícios. A adoção de reformas estruturais é apontada como parte do caminho.
Guerra informou que a MPs, já convertida em lei em 2025, avançam na flexibilização do mercado livre de energia e na regulamentação da geração solar e eólica. Segundo ele, há avanços, mas o setor ainda lida com um conjunto de objetivos com efeitos potencialmente contraditórios.
O debate também apontou que o setor energético brasileiro acumula várias metas estratégicas, o que, segundo os participantes, exige maior foco para evitar dispersão de esforços. A percepção é de que ajustes regulatórios são necessários para aumentar a eficiência e a competitividade da matriz.
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