- O BTG Pactual afirmou que a transação anunciada em abril dependeu de condições não cumpridas e que, sem a abertura de processo competitivo e aprovação pelo FGC, não houve avanço.
- Se houver processo competitivo aprovado pelo FGC para alienação das ações do Digimais, o BTG avaliará participar com base nas informações disponíveis.
- O Banco Digimais teve R$ 670,3 milhões bloqueados pela Polícia Federal em operação recente.
- Digimais foi comprado e rebatizado por Edir Macedo em 2020, originário do banco das Lojas Renner; a autorização para controle ocorreu entre 2019 e 2024 pelo Banco Central.
- A instituição tem mais de 145 mil clientes, cerca de 150 funcionários e registrou prejuízo de R$ 108,7 milhões no primeiro trimestre, com perspectiva de ajustes conforme a diretriz estratégica.
- A venda depende do aval do Fundo Garantidor de Crédito e de autorizações do Banco Central; Macedo pode precisar cobrir o rombo caso a negociação não avance.
- O Digimais afirma estar à disposição para esclarecimentos e reitera compromisso com transparência e conformidade regulatória.
O BTG Pactual informou que vai avaliar a possibilidade de comprar o Digimais, banco ligado ao líder da Igreja Universal, Edir Macedo. A avaliação depende do lançamento de processo competitivo e da aprovação do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). A empresa disse que nenhuma condição prevista foi cumprida.
A transação anunciada em abril dependia de condições para a aquisição de todas as ações do Digimais. O BTG afirmou que, até o momento, o processo competitivo e a autorização do FGC não ocorreram, o que impede a conclusão do negócio sob as regras atuais.
Entenda a crise
Ontem, o Digimais teve R$ 670,3 milhões bloqueados pela Polícia Federal, em operação que envolve o banco. O Digimais atua no crédito consignado e foi adquirido e rebatizado em 2020 pelo bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal.
A instituição tem mais de 145 mil clientes e cerca de 150 colaboradores, com atuação concentrada no Sul e Sudeste. A captação ocorre principalmente por meio de CDBs e Letras Financeiras Subordinadas.
O Digimais registrou prejuízo de R$ 108,7 milhões no primeiro trimestre, após lucro de R$ 31,3 milhões em 2025. O balanço indica que os resultados, embora negativos, estão alinhados à nova diretriz estratégica.
As tratativas de venda dependem de aprovação do FGC e de autorizações do BC. A coluna do UOL explicou que o líder da Igreja Universal pode precisar cobrir eventuais déficits com recursos próprios se o negócio não avançar.
O Digimais informou estar à disposição para esclarecer apurações e reforçou o compromisso com transparência, conformidade regulatória e cooperação com as autoridades.
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